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Inimigo ainda Sem Rosto – Militarização das escolas – Por Ricardo Rodrigues

Para iniciar uma luta é preciso ter um inimigo ou ser agredido?

Ambos possuem a capacidade de nos por em confronto, porém a primeira possui maior eficiência, pois ela é de caráter psicológico. O inimigo sempre pode existir e no pensamento ele é onipresente, tornando a luta constante.

O Inimigo Real e Imaginário da Sociedade Brasileira (O Bandido)

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Exemplo, a luta contra a violência urbana ela é tanto real como imaginaria, pois é através do medo constante em sermos roubados, agredidos ou assassinados que vivemos verdadeiras paranoias de segurança. Assim, precisamos destruí-las no campo da realidade física, por isso o pensamento corrente dos jornais diz: – “Elimine os bandidos!” E com isso não se poupa esforços para lutar contra esse inimigo que se quer literalmente matar.

Porto Velho Militariza Já!

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Em Porto Velho, a atual proposta para destruir parte da violência é a militarização das escolas, que levará ordem aos estabelecimentos de ensino dominado pelo banditismo, porém o entorno continuará desmilitarizado, sendo assim, a violência e a dominação de facções criminosas continuarão presentes.

Se continuarmos nessa lógica de por fim a violência não mais suportável a saída será militariza tudo, ruas, bairros, hospitais, comércios a comunidade e por fim a sociedade. Seremos assim a sociedade da ordem e disciplina e eliminaremos nosso inimigo real e imaginário que é a violência urbana. Isso, se essa lógica estiver correta! Mas o que será que sacrificamos na militarização?

O Inimigo ainda Sem Rosto

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Há muitas formas de sofrer violência e que vai além da física, podendo ser econômica ou simbólica. Porém, se elas não produzirem um inimigo não haverá luta, pois só se pode lutar com aquilo que se enxerga de modo concreto ou imaginário.

Porto Velho sofreu duas violências coletivas, que não gerarão lutas significativas, que foram o aumento na passagem de ônibus e a falta de regulamentação do UBER, ambas no setor de mobilidade urbana.

Mas não houve confronto, pois ainda não se desenvolveu uma narrativa, ou seja, ainda não se criou o inimigo imaginário do qual tenhamos raiva o suficiente para sairmos de casa e compartilharmos nas redes sociais com nome e símbolos concretos, para finalmente  travarmos uma luta pelo acesso a mobilidade urbana.

Um inimigo não se faz de uma lesão, mas de sucessivas micro lesões, que se transformam em narrativas que estimulam a imaginação que levam à luta. Assim, todo inimigo nasce primeiramente das experiências coletivas compartilhadas fisicamente ou virtualmente até criar nome, carne e osso.

Então esse é momento de criar narrativas construir o inimigo, e a luta vai se iniciar contra aquilo que criamos e desejamos acabar.

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“Você-Sabe-Quem”, “Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado”!

Por: Ricardo Rodrigues

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