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Ciência

Há bolhas de gás prestes a explodir abaixo do solo da Sibéria

Um acúmulo de gás metano e carbono tem feito os solos da Sibéria parecerem grandes sacos de ar

Aproximadamente sete mil bolhas de ar estão espalhadas abaixo do solo das penínsulas de Yamal e Gydan, na Sibéria. Quando explodem, elas soltam uma quantidade mil vezes maior de metano e 25 vezes maior de dióxido de carbono em relação a atmosfera ao redor. O grande perigo reside no fato de que essas mini bombas podem resultar em grandes crateras de terra, perigosas para os habitantes locais.

Há bolhas de gás prestes a explodir abaixo do solo da Sibéria

(FOTO: YOUTUBE/SIBERIAN NEWS)

Pesquisadores vêm tentando entender as origens do fenômeno. Uma das explicações seria uma recente onda de calor que assolou a Sibéria e tem feito o pergelissolo — uma mistura de gelo, terra e rochas — de seus campos derreter. O pergelissolo siberiano é altamente famoso por preservar o material enterrado nele. Recentemente, restos mortais de filhotes de leão foram encontrados enterrados nele com sua pelagem quase intacta.

Aparição de bolhas de gás

“A aparição de tais fenômenos em latitudes tão altas [como a da Sibéria] tem uma provável ligação com o derretimento das camadas de pergelissolo, o que, por sua vez, está ligado com a ascensão da temperatura geral ao norte da Eurásia nas últimas décadas”, conta um dos representantes da Academia Russa de Ciência ao Siberian Times.

Segundo outro membro da Academia, Vasily Bogoyavlensky, que estuda as bolhas há alguns anos, o solo do local data de quase 100 milhões de anos atrás. Ali fica uma espécie de reserva de gás muito antiga, situada de 500 a 1,2 mil metros abaixo da superfície.

O gás armazenado lá dentro acaba subindo através de falhas e exerce uma pressão interna nas camadas de barro externas, saindo pelas áreas mais fracas, o que resulta nas escapadas de ar e nas crateras.

O trabalho dos pesquisadores agora é verificar exatamente o que está acontecendo, entender quais bolhas podem ser perigosas para os moradores e mapear os possíveis pontos de próximas explosões.

Fonte: Revistagalileu. (Com informações de ScienceAlert)

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