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TRIÂNGULO, IDENTIDADE E FORÇA POLÍTICA

O que faz uma comunidade são seus laços sociais, seu sentimento de pertencimento a um determinado lugar e sua identificação coletiva em práticas sociais que precisam ser atualizadas constantemente para que haja o Triângulo da identidade e da força política.

TRIÂNGULO, IDENTIDADE E FORÇA POLÍTICA

Aurélio Paz, Luciano, Anísio Gorayeb, Aldenice Braga, Ocampo Fernandes, Aleks Palitot, Eva Aracy, Maria Clara, Wilson Pinto, Arilson Lopes. Parte da organização do evento: O Triângulo Renasce

Um exemplo de comunidade em Porto Velho foi visto na experiência do evento, O TRIÂNGULO RENASCE, ocorrido no dia 06 de maio, com iniciativa da própria comunidade, mas que não se restringiu só a ela, pois envolveu pessoas de fora do bairro.

Assim, a história e a tradição beradeira se transformaram em ação política também, pois produziram uma ação no mundo trazendo à baila a reflexão da importância do bairro para a história da capital e o seu atual abandono pelas políticas públicas.

O Professor, Historiador e atual vereador ALEKS PALITOT

TRIÂNGULO, IDENTIDADE E FORÇA POLÍTICA - Aleks Palitot

O Professor, Historiador e atual vereador Aleks Palitot, acompanhado de sua mãe.

O Professor, Historiador e atual vereador ALEKS PALITOT, literalmente embarcou nessa história em uma fantástica aula fluvial, povoada por jesuítas que desbravaram o vale do Rio Madeira, repleta de povos indígenas e cercada de mitos europeus, lecionou sobre as drogas do sertão, os trilhos, trens e homens que possibilitaram ligar a Bolívia ao oceano atlântico.

Reconstruindo a memória

TRIÂNGULO, IDENTIDADE E FORÇA POLÍTICA

Foto: Aurélio Paz da Luz

Assim, reconstruindo a memória muitas vezes marginalizada dos beradeiros do Triângulo que viram a cidade lhe dar as costas e crescer para um novo povo que vinha de fora e construíam novos bairros, pavimentando e verticalizando, enquanto o povo do Triangulo que um dia foi história, se tornava página virada de uma sociedade em que a economia não deu certo, e ali ficaram a margem, a margem do Madeira.

Sua marginalidade lhe conferiu originalidade, não importaram os modos de relações socais dos de fora permaneceram ali na beira, se identificando com rio, pescando mandi, fazendo fogueira de São João, comendo churrasquinho com vatapá, tacacá, cachorro quente, mingau de banana e milho. Cantam, falam e dançam a seu modo, pois são da “bera” são beradeiros.

Se identificam uns com os outros pelo seu modo de viver, por isso não são indivíduos, mas sim uma comunidade, uma força coletiva, que tem se transformado em força política, que reivindica o direito as políticas públicas que promovam o patrimônio histórico e cultural do bairro que os abrigam.

Patrimônio histórico e cultural do bairro Triângulo

TRIÂNGULO, IDENTIDADE E FORÇA POLÍTICA

Foto: Aurélio Paz da Luz

Mas qualquer política pública que promova o patrimônio histórico e cultural do bairro, para não perder sua originalidade e sua atualização, necessita da participação ativa dos beradeiros, pois caso contrário revitalizar trens e trilhos sem o povo da “bera”, será apenas criar um museu de arqueologia a céu aberto.

Os beradeiros serão seu próprio futuro, alimentados por seu passado que os constroem no presente. Viva os beradeiros que resistem que reexistem.

Fonte: Portovelhando

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