Siga
Grupo KES - Curso de Formação de Bombeiro Civil


Dinheiro

[CONTEÚDO 1] O que é o Tesouro Direto?

Olá, hoje eu começo uma série de artigos que vão servir de passo a passo para você começar investir no Tesouro Direto sem nenhum receio.

Você já sabe o que é o Tesouro Direto?

Esse programa foi criado em 2002, pela Secretaria do Tesouro Nacional. Voltado somente para pessoas físicas, o Tesouro Direto tem o objetivo de democratizar o acesso aos Títulos Públicos Federais, permitindo aplicações de valores baixos, por meio da internet.

Mas antes de explicar o que é o Tesouro Direto, é importante dizer que, até algum tempo atrás, só era possível investir em Títulos Públicos Federais através de fundos de renda fixa. E esses fundos cobravam (e ainda cobram) taxas elevadas de administração, o que acaba por reduzir a rentabilidade do investidor.

O programa do Tesouro Direto permite aplicações de baixo valor e com uma pequena taxa de administração. Também oferece diferentes tipos de títulos para diferentes prazos de investimento, sendo uma das melhores formas de proteger seu dinheiro contra inflação, conforme vou apresentar em detalhes nos próximos conteúdos dessa série de artigos.

Também não posso esquecer de dizer que os títulos públicos possuem liquidez diária, permitindo que o investidor possa comprar e vender diariamente sem maiores dificuldades.

O que é o Tesouro Direto: financiamento do Estado

Tesouro Direto Títulos Públicos

Para entender a função dos títulos públicos dentro do contexto econômico-financeiro do país, precisamos compreender que o governo, em todos os seus níveis, seja federal, estadual ou municipal, precisa de recursos financeiros para atender a sociedade em suas atribuições básicas.

Entre as principais atribuições, estão as áreas de saúde, educação, construção de estradas, portos, ferrovias e políticas sociais.

Diante de tudo isso, é natural perceber que o Estado, em todos os três níveis, acabe precisando de grandes somas de dinheiro para manter todas essas áreas funcionando normalmente.

Para financiar as atividades, o governo tem alguns instrumentos para captação de recursos financeiros, como cobrança de tributos, emissão de papel moeda, realização de empréstimos junto ao FMI em casos específicos e emissão de Títulos Públicos.

O fato do governo contrair dívidas não deve ser considerado algo necessariamente ruim, já que a finalidade da captação desse capital é financiar projetos que, teoricamente, beneficiarão a sociedade como um todo, por exemplo, a construção de hidroelétricas, portos, estradas, escolas e hospitais.

O organograma ilustra as formas de financiamento do Estado:

Tesouro Direto Organograma

Nesse contexto, surgem os títulos públicos, uma ferramenta poderosa de captação de recursos para financiar a dívida do país.

O investimento em título público é considerado uma aplicação de renda fixa, já que tem como característica principal o fato do investidor saber, no momento da compra, a taxa de juros que receberá, contanto que permaneça com a aplicação até o vencimento.

Na prática, no momento em que você compra um título público, está emprestando seu dinheiro para o governo. E em troca, o governo fica comprometido a devolver, na data de vencimento, o valor emprestado mais os juros contratados.

O investimento em título público poderia ser exemplificado da seguinte forma: você empresta R$ 800,00 para o Governo e ele entrega um cheque pré-datado de R$ 1.000,00 que só poderá ser descontado no prazo de 2 anos em uma data específica.

Dessa forma, quando você adquire um título público, você se torna credor do governo e ele seu devedor, pagando, em um momento futuro, o valor da dívida mais os juros do período.

Ao investir no Tesouro Direto, você tem a garantia do Tesouro Nacional. Ou seja, o próprio Governo Federal garante o seu pagamento. Lembrando que cada título tem a sua própria data de vencimento, mas é possível vendê-lo antes do prazo final contratado, conforme veremos em detalhes mais adiante.

Até hoje, os investidores que emprestaram dinheiro ao governo, através da compra de títulos públicos, não se arrependeram.

Entre janeiro de 2003 e fevereiro de 2017, um investimento realizado em títulos atrelados à taxa Selic alcançou um rendimento nominal próximo de 470%. Vejamos esse caso em números. Se se você tivesse investido R$100 mil, teria acumulado, nestes 14 anos do período, a quantia de R$570 mil.

Por fim, você deve ter percebido que a aplicação em títulos públicos federais, além de trazer os benefícios de um ótimo investimento, é uma excelente forma de apoiar o desenvolvimento do país.

Gostou desse primeiro conteúdo?

Se você quiser aprender ainda mais sobre o Tesouro Direto, dá uma olhada nesse Treinamento Completo que foi preparado para revelar absolutamente todos os segredos que você precisa saber para começar a investir agora mesmo.

Fique por dentro da série de artigos e deixe um comentário:

[CONTEÚDO 1] O que é o Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 2] Quais as vantagens do Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 3] Quais os riscos do Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 4] Verdades e Mitos sobre o Tesouro Direto

[CONTEÚDO 5] Quais os tipos de títulos públicos existentes?

[CONTEÚDO 6] Quais os custos do Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 7] Como investir no Tesouro Direto?

Crédito das imagens: www.shutterstock.com.br

Fonte: Blog GuiaInvest

comentários

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

3D Store - O estilo que você precisa!


Deputado Jesuíno Boabaid

Publicidade

ASSFAPOM - Associação dos Praças e Familiares da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Rondônia

Publicidade

Home Help Reparos e Soluções!

Publicidade

Aggio Climatização

Mais em Dinheiro