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Dinheiro

[CONTEÚDO 3] Quais os riscos do Tesouro Direto?

Nesse terceiro artigo da série, vou falar sobre os riscos do Tesouro Direto.

Quando se pensa em fazer investimentos, a primeira coisa que avaliamos (ou pelo menos deveríamos avaliar) é se a aplicação está de acordo com nosso perfil e nossos objetivos.

Nesse contexto, saber os riscos do Tesouro Direto é muito importante. Pois saiba que o investimento em títulos públicos é 100% garantido pelo governo, independentemente do valor investido.

Comprando um título, ele fica registrado no seu CPF, podendo ser consultado a qualquer momento no site do Tesouro Direto, com total segurança e transparência.

Existem dois riscos do Tesouro Direto que precisam ser esclarecidos: o Risco de Mercado, que você só será vítima dele se vender o seu título antes da data de vencimento, e o Risco de Crédito, que apesar de ser um risco muito (mas muito) pequeno, não tem como escapar, já que envolve toda a sociedade.

Riscos do Tesouro Direto: Risco de Mercado

Riscos do Tesouro Direto Risco de Mercado

O risco de mercado é a probabilidade de eventuais perdas devido a variações nos preços dos títulos. O principal responsável pela variação nos preços dos títulos é a taxa de juros da economia.

Esse é o maior risco desse investimento: você compra um título de longo prazo, por exemplo, e precisa vender o título antes do seu vencimento, por algum motivo pessoal.

Nesse caso você estará sujeito ao preço que o mercado estiver pagando pelo título no dia, podendo ter até rentabilidade negativa. Mas não se assuste, vamos ver exatamente como isso funciona ao longo deste artigo.

Por isso, é importante você comprar o título de acordo com o prazo que você tem para investir. Vou mostrar para você nos próximos artigos como eliminar esse risco.

Mas saiba: se você não vender o título antes da data de vencimento, você está livre desse risco!

Riscos do Tesouro Direto: Risco de Crédito

Riscos do Tesouro Direto Credito

Risco de crédito é a probabilidade do emissor do título, que no caso é o governo, não conseguir ou não desejar saldar suas dívidas. Este é o chamado risco de calote da dívida, o que os economistas chama de default (se pronuncia “defôu”).

Considero este risco bem baixo.

Vamos imaginar… o que aconteceria se o Governo Federal desse calote?

O risco de calote dos títulos pelo governo sempre existirá, mas para que aconteça o calote da dívida pública do Brasil, a situação teria que ser de extrema gravidade. Ainda estamos longe disso, mesmo na atual crise em que vivemos.

Se isso acontecesse, teria um efeito devastador nas empresas e pessoas físicas, até mesmo nos investidores estrangeiros.

Se o governo estiver em situação muito complicada, pode elevar os impostos, ou então o Banco Central pode emitir mais moeda para pagar essa dívida.

O que já ocorreu no Brasil na década de 80 foi o calote da dívida externa, já que o governo não tem o poder de emitir moedas estrangeiras. No entanto, desde de 2008 o Brasil é credor de moeda estrangeira, isto é, possui mais ativos em dólar do que dívidas em dólar.

Se chegarmos ao ponto do governo quebrar e dar calote na dívida pública, isso significa que bancos, empresas e a bolsa de valores já quebraram antes.

Mas afinal, quem são os maiores compradores de Títulos Públicos? E o que aconteceria se eles tomassem um calote do governo?

No gráfico abaixo, podemos ver que o Bancos e as Instituições financeiras são os maiores detentores da Dívida Pública Federal, totalizando R$614 bilhões ou quase 30% do total da dívida.

Riscos do Tesouro Direto Grafico

 

Analisando esse números, podemos chegar à conclusão que todo o sistema financeiro teria um colapso se o Governo não pagasse! Por isso, podemos concluir que o governo certamente evitará a todo o custo que aconteça tal calote.

E você deve se perguntar: o aumento da taxa de juros significa um risco maior?

Em finanças até se fala: “Quanto maior o risco de uma aplicação, maior deve ser o seu retorno”.

Partindo dessa lógica, investir em títulos públicos deveria ser algo arriscado, porém, para toda a regra há uma exceção.

Quando o Brasil passa por um momento de inflação alta, o governo aumenta os juros para diminuir o consumo das pessoas, na tentativa de controlar a inflação.

Como o título Tesouro Selic (LFT) é atrelado a taxa de juros básica da economia, se a taxa subir, ele rende mais.

Portanto, o aumento na Selic não significa maior risco de crédito.

“E se o Brasil perder grau de investimento, meus títulos correm risco?” – você deve estar questionando.

Quando enxergam qualquer problema na economia de um país, as agências de risco costumam reduzir seu grau de investimento, indicando um aumento no risco de investir no país.

No entanto, mesmo que o Brasil tenha perdido esse selo de bom pagador em 2015, ninguém saiu prejudicado. Pelo menos não quem estava investindo em títulos do governo.

Ninguém tem coragem para investir quando a economia vai mal e, nessa hora, a maioria das pessoas acaba deixando o dinheiro na poupança, com medo de fazer qualquer outro tipo de investimento. Mas é justamente nessas horas que surgem excelentes oportunidades no Tesouro Direto!

Com a economia em crise, investir em Títulos Públicos acaba se tornando muito mais vantajoso, já que nesses momentos a taxa de juros e a inflação sobem.

E se a nota de risco do Brasil for rebaixada ainda mais, o governo provavelmente irá elevar novamente a taxa de juros, para atrair mais investidores, com isso, beneficiando os Títulos Públicos pós-fixados, por exemplo.

Se a tendência é de baixa dos juros, os títulos pré-fixados é que serão beneficiados.

Dessa forma, você estará transformando o momento de crise em oportunidade de investimento!

Se você quiser aprender ainda mais sobre o Tesouro Direto, dá uma olhada nesse Treinamento Completo que foi preparado para revelar absolutamente todos os segredos que você precisa saber para começar a investir agora mesmo.

Fique por dentro da série de artigos e deixe um comentário:

[CONTEÚDO 1] O que é o Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 2] Quais as vantagens do Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 3] Quais os riscos do Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 4] Verdades e Mitos sobre o Tesouro Direto

[CONTEÚDO 5] Quais os tipos de títulos públicos existentes?

[CONTEÚDO 6] Quais os custos do Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 7] Como investir no Tesouro Direto?

Crédito das imagens: www.shutterstock.com.br

Fonte: Blog GuiaInvest

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