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[CONTEÚDO 6] Quais os custos do Tesouro Direto?

Chegando ao nosso sexto conteúdo da série de artigos do Tesourohoje eu vou falar sobre os custos do Tesouro Direto.

Conhecer os custos e as taxas de cada aplicação é importante na hora de decidir onde investir, porque dependendo desses valores, uma determinada aplicação pode deixar de ser interessante.

O Tesouro Direto possui algumas taxas, como a taxa de custódia (que é a taxa pela guarda dos títulos) e a taxa de administração, que é a taxa cobrada pela corretora. Além disso, um dos custos do Tesouro Direto que deve ser levado em conta é a tributação de Imposto de Renda e IOF.

Vou listar os custos do Tesouro Direto, um a um, para ficar mais claro para você:

Taxa BM&FBovespa

Custos do Tesouro Direto Taxa BM&FBovespa

A taxa da BM&FBovespa é a taxa cobrada para custodiar seus títulos (guardar, proteger, movimentar e fornecer informações).

Tecnicamente, quando você compra um título publico, esse título fica custodiado em seu nome na CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia).

A taxa cobrada pela custódia dos títulos é de 0,30% ao ano sobre o valor investido. Se você investir R$ 10.000,00, pagará nesse ano o valor total de R$ 30,00.

Você deve estar se perguntando quando esta taxa é cobrada?

A taxa de custódia é provisionada diariamente sobre saldo de cada título que você possui. A cobrança será realizado sempre no primeiro dia útil de janeiro e julho, ou na ocorrência de um evento, o que ocorrer primeiro.

Os eventos são:

  • Pagamento de juros (no caso dos títulos que pagam cupom de juros semestrais)
  • Venda antecipada do títulos
  • Vencimento do título

Vale ressaltar que a cobrança semestral (janeiro e julho) só acontecerá a partir do momento que atingir o valor mínimo de R$10,00. Caso não atinjam o valor mínimo, a taxa só poderá ser cobrada na ocorrência de um dos eventos citados acima.

Em qualquer um destes casos, o valor da taxa será debitado do saldo que estiver na sua conta na corretora. Para investidores que possuírem valores superiores a R$1,5 milhão receberão isenção total da taxa da BM&F Bovespa.

Taxa do Agente de Custódia (um dos custos do Tesouro Direto que você pode evitar)

Custos do Tesouro Direto Taxa Administrativa da Corretora

A taxa do agente de custódia, que é a corretora, é a taxa anual cobrada pela corretora que você tem conta.

A cobrança da taxa no primeiro ano é feita no dia da compra do seu título, de forma antecipada, com validade de um ano, sendo calculada através do percentual cobrado pela corretora sobre o valor da transação.

Após o primeiro ano de aplicação, as taxas passam a ser acumuladas diariamente, passando a ser proporcional ao período que você mantiver seus títulos. Sendo cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro e julho ou se você vender antes deste período.

Caso você venda seu título antes de um ano, a taxa anual ou parte dela não será devolvida.

A taxa é cobrada pela corretora, para realizar o cadastro dos investidores junto à BM&FBovespa, intermediar a transferência de valores e as negociações de Títulos Públicos.

Algumas corretoras isentam seus clientes dessa taxa, com objetivo de atrair novos investidores, na esperança de ganhar com outros serviços no futuro, mas verifique se cobram outras taxas no futuro, como taxas de manutenção de conta, por exemplo. Cuidado para não ser vítima do Lobo de Wall Street! Mesmo que esse vilão apareça mais no mundo do mercado de ações, existem alguns “lobos” escondidos no mundo do Tesouro Direto!

Por exemplo, se uma corretora cobrar 0,10% a.a. de taxa de administração e você investir R$10 mil:

  • 1°Ano: pagará R$10 no dia da compra do título.
  • Ano seguintes: pagará os 0,10% em duas parcelas, aproximadamente R$5,00 em janeiro e R$5,00 em julho.

A cobrança da taxa pode ser realizada antes do período, mesmo que não atinja o valor mínimo, nos seguintes casos:

  • Pagamento de juros (no caso dos títulos que pagam cupom de juros semestrais);
  • Venda antecipada do títulos;
  • Vencimento do título.

Nesses casos, o custo da taxa será debitado do valor que será depositado na sua conta.

Custo de Transferência Bancária

Evitar Tarifas Bancárias Abrir Conta Digital

Esse é mais um item da lista dos custos do Tesouro Direto que pode ser evitado.

Além das duas taxas citadas acima, talvez você tenha o custo da transferência bancária para comprar seus títulos, já que a maioria das pessoas não são isentas dessa taxa.

Se esse for o seu caso, leia o artigo sobre como evitar tarifas bancárias. Nesse artigo é explicado em detalhes como você pode se isentar da transferência bancária, aumentando ainda mais os seus lucros.

Além do custo para transferir o dinheiro do banco para a corretora, o caminho contrário também será cobrado. Então verifique qual o custo que a corretora cobrará, quando você vender seu título e transferir o valor para a sua conta no banco.

Todas as corretoras são obrigadas a divulgar o valor dessa transferência.

Ter a consciência desses custos é importante, pois talvez você não tenha vantagem em investir no Tesouro Direto, se for investir valores muito pequenos.

Se por exemplo, você investir todo mês R$100,00 e o seu banco cobrar R$10,00 de transferência, você estará perdendo 10% de largada.

IOF

Custos- do Tesouro Direto IOF

O Imposto sobre Operação Financeira (IOF) é outro dos custos do Tesouro Direto que é possível se livrar, basta fechar 30 dias com o seu investimento aplicado.

Os rendimentos que você obter em Títulos Públicos, durante o prazo inferior a 30 dias, serão tributados pelo Imposto sobre IOF, em alíquotas decrescentes, de acordo com o prazo que você manter o investimento.

A tributação do IOF tem como objetivo desestimular o investidor a realizar investimentos de curtíssimo prazo, e evitar de vender seu título antes dos 30 dias.

Então, caso você resgate após 29 dias, ficará isento dessa tarifa, leve isso em conta na hora de decidir vender seu Título Público.

A taxa é proporcional ao número de dias aplicados, sendo regressivo, isto é, diminuindo quanto maior o prazo de aplicação, variando de 96% se deixar o dinheiro investido por 1 dia, até 3% para aplicações por 29 dias.

Imposto de Renda

Custos do Tesouro Direto IR

Os rendimentos que você obter com Títulos Públicos serão tributados pelo Imposto de Renda, através de alíquotas decrescentes, de acordo com o prazo do seu investimento.

A regra das alíquotas decrescentes tem como principal objetivo, incentivar os investidores a manterem suas aplicações em títulos com vencimentos mais longo, sendo esse é o foco do Tesouro Nacional, ao que se refere ao alongamento do prazo da dívida pública.

Diferente do IOF, que você pode ficar isento após 30 dias, o Imposto de Renda você não tem como escapar.

A boa notícia é que será cobrado apenas em três situações: na venda do título, no vencimento ou sobre os juros recebidos semestralmente. Um detalhe importante é, quando houver cobrança de IOF, a alíquota do IR só incidirá sobre o lucro após o desconto do IOF.

A cobrança desse imposto é regressiva, quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, menor será o tributo pago:

Até 180 dias, a alíquota é 22,5%;

De 181 até 360 dias, 20%;

De 361 a 720 dias, 17,5%;

Acima de 720 dias, 15%.

Como vimos nessa tabela, o ideal é que você deixe seus títulos aplicados com prazo acima de dois anos. Para pagar o valor mínimo de imposto de renda, que é 15% sobre o lucro que você obteve.

Lembre-se que quando um título vence, é feita uma nova aplicação, dessa forma o prazo para o IOF e IR começa a contar novamente.

Já no caso de títulos que pagam cupom (pagamento antecipado da rentabilidade), o valor que você receberá será tributado de acordo com a tabela do IR.

Agora ficou claro, como a tributação dos cupons diminui a rentabilidade dos títulos que realizam esse pagamento antecipado. Dessa forma, se torna um erro comprar títulos que pagam cupom se você pretende reinvestir o cupom que cair na sua conta (irei falar melhor sobre isso nos próximos artigos).

Se você quiser aprender ainda mais sobre o Tesouro Direto, dá uma olhada nesse Treinamento Completo que foi preparado para revelar absolutamente todos os segredos que você precisa saber para começar a investir agora mesmo.

Fique por dentro da série de artigos e deixe um comentário:

[CONTEÚDO 1] O que é o Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 2] Quais as vantagens do Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 3] Quais os riscos do Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 4] Verdades e Mitos sobre o Tesouro Direto

[CONTEÚDO 5] Quais os tipos de títulos públicos existentes?

[CONTEÚDO 6] Quais os custos do Tesouro Direto?

[CONTEÚDO 7] Como investir no Tesouro Direto?

Crédito das imagens: www.shutterstock.com.br

Fonte: Blog GuiaInvest

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