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Enfrentamento da dependência química debatido em audiência pública

Política

Enfrentamento da dependência química debatido em audiência pública

O deputado Jesuíno Boabaid (PMN) realizou na tarde desta quinta-feira (18), no Plenário da Assembleia Legislativa, audiência pública para discutir o enfrentamento da dependência química em Rondônia.

O deputado Jesuíno afirma que a dependência química acaba por afetar não só a saúde do dependente, mas todas as áreas de sua vida e família, bem como os demais espaços onde estabelece relações.

O parlamentar também ressaltou que hoje a lei não prende mais os usuários de drogas, mas o encaminha a tratamento. Como ex-policial militar, se disse atento aos problemas que envolvem a sociedade.

Jesuíno defendeu o endurecimento das regras educacionais e intervenção federal no País para poder reduzir a corrupção e bandidagem.

Boabaid citou que o gestor da Secretaria Estadual do Meio Ambiente repassará uma área da Sedam para a Sepoad, com a destinação de projetos que possam trazer resultados mais positivos à sociedade.

Os debatedores relataram ações de associações e órgãos públicos para o enfrentamento dos usuários de drogas, incluindo uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) que circula pela cidade buscando por andarilhos e pessoas em situação de risco para oferecer auxílio e em bares apoiando o Maio Amarelo, conscientizando sobre a importância de o motorista da rodada não consumir álcool.

O parlamentar questionou o índice de cura. A psiquiatra Brysa Soares lembrou que o dependente é um doente crônico. Por isso há necessidade de acompanhamento, pois existem recaídas. Frisou que usuário de crack, sem acompanhamento, tem estimativa de vida de cinco anos.

Sobre a falta de recursos, o parlamentar defendeu a utilização do dinheiro parado em uma infinidade de fundos do Estado. “Vamos movimentar estes conselhos e apresentar projetos pois dinheiro há”, destacou. Ele assumiu o compromisso de, assim que chegar um projeto na Assembleia, colocar para aprovação e defender seu uso.

Debatedores

A gestora da Superintendência de Políticas Sobre Drogas (Sepoad), Isis Gomes de Queiroz, destacou a importância do relacionamento com todas as demais secretarias de Estado, como Sejucel, Sesau e Seduc. Ela falou dos projetos como o Acordar, Papo da Hora, Recomeçar e o Acolher, bem como atendimentos realizados.

O secretário adjunto da Saúde de Porto Velho, Juan Carlos, destacou a questão das chamadas drogas lícitas, como álcool e fumo, que são divulgadas em televisão, cinema e novelas como comportamento normal. Também falou do atendimento pelo Caps e da importância em manter equipes nas ruas para identificar e resgatar pessoas em risco.

A psiquiatra representante do Caps (AD), Brysa Soares, disse que faz atendimento específico, com equipe multidisciplinar, a pacientes com dependência de álcool e outras drogas. Possuem cerca de 9 mil pacientes cadastrados e os números crescem a cada dia. Ela pediu o fortalecimento da rede de assistência.

O presidente do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas (Conen), Neirival Pedraça, disse que o tratamento do dependente químico é constante, é uma doença crônica e que salvar uma vida não tem preço. Ele pediu o combate ao tráfico, citando exemplo da Suécia, que atuou na prevenção e repressão ao tráfico, reduzindo seus índices.

A vereadora por Porto Velho, Ada Dantas (PMN), destacou a necessidade da prevenção e de manter o jovem ativo e atuante através de escolinhas de arte e esporte e citou que apresentará projeto na Câmara para criar a Guarda e Bombeiro Mirim, para trabalhar com crianças, levando disciplina e conhecimento.

A presidente da Associação Casa Família Roseta, Claricéa Soares, disse que o usuário de drogas é um doente e que sofre discriminação da sociedade e relatou o trabalho com crianças em situação de risco e a homens e mulheres com dependência química. Ela reclamou da falta de recursos para bancar tratamentos, especialmente de mulheres.

A representante da Sejucel, Heloisa Helena Bertolette, disse que a superintendência já possui algumas parcerias com a Sepoad para este enfrentamento e que está preocupante a situação das drogas no interior e especialmente no campo. Por isso, a necessidade de políticas públicas mais eficientes e focadas.

O presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES) Raimundo Nonato, disse que este é o início dos debates e que é preciso a participação dos gestores, com definição de verbas públicas para cada área. Ele reclamou da falta de fiscalização, pois o que se percebe é que se tivessem investido o dinheiro da corrupção em ações sociais, se resolveria os problemas deste País.

O representante da Secretaria Municipal de Ação Social e da Familia (Semasf), psicólogo Itamar José Feliz, relatou o trabalho realizado nos Cras, feito em grupos, de crianças ou adultos. Ele reclamou da falta de espaços e infraestrutura e defendeu a prevenção e o enfrentamento.

Fonte: Assessoria

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