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Política

LUDUS – Preso após eleito, deputado Lúcio Mosquine segue gozando de foro privilegiado

O foro privilegiado é um dos últimos recursos que vêm mantendo diversos políticos investigados em operações de corrupção fora da cadeia.

Há quase três anos atrás, no dia 03 de dezembro de 2014, uma ação desencadeada pela Polícia Federal e Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO, envergonhava o nome político de Rondônia, pois na época, um recém eleito deputado federal estava na lista de presos acusados de desvio de dinheiro público, Lúcio Mosquine (PMDB).

Antes da consagração no pleito 2014, Mosquine era responsável pelo Departamento de Estradas e Rodagens – DER/RO, local onde foi acusado de integrar uma quadrilha de servidores públicos e empresários, que mancomunados, direcionaram licitações e superfaturaram orçamentos na construção do Novo Espaço Alternativo em Porto Velho. Engenheiro de profissão, o próprio Mosquine foi o profissional de engenharia contratado para ser responsável pela obra.

Intitulada de LUDUS, a operação cumpriu 14 mandados de prisão e 33 mandados de busca e apreensão, apontado como membro diretamente envolvido no esquema, Mosquine foi preso e ficou mais de uma semana atrás das grades, saindo da cadeia e sendo diplomado deputado federal logo em seguida.

O caso que seguiu no Tribunal de Justiça de Rondônia – TJ/RO, não contava mais com o nome de Mosquine, que na condição de parlamentar não poderia mais ser preso, a não ser, por uma decisão do Supremo Tribunal Federal – STF. Detentor de foro privilegiado Mosquine está com seu mandato quase no final e ainda não foi julgado.

O foro privilegiado concedido pelos próprios deputados federais aos ministros de Temer em uma votação em plenário que indignou a opinião pública, é um dos últimos recursos que vêm mantendo diversos políticos investigados em operações de corrupção fora da cadeia. São centenas de processos parados no STF envolvendo deputados federais e diversos partidos e todos os estados.

Em Rondônia, com uma bancada heterogênea, a tendencia é que cada vez mais políticos enrolados com processos na justiça, principalmente em denuncias de corrupção, sejam defenestrados da vida pública.

Fonte: JH Notícias

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