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Comitiva boliviana conhece estrutura do Porto Organizado de Porto Velho em visita de caráter não oficial
Ministro Reymi (2° à dir.) conheceu as instalações do porto na tarde de quinta-feira. Foto: Esio Mendes

Rondônia

Comitiva boliviana conhece estrutura do Porto Organizado de Porto Velho em visita de caráter não oficial

A comitiva boliviana integrada pelo ministro da Defesa, Reymi Ferreira, e três assessores visitou na quinta-feira (13) as instalações do Porto Organizado de Porto Velho com o objetivo de conhecer melhor a capacidade de atendimento aos serviços de exportação e importação prestados. Administrado pela Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), o porto já está sendo utilizado para o envio de 100 a 150 contêineres por mês de produtos bolivianos, destacando-se a madeira e a castanha, a países da Europa.

“Este encaminhamento que estamos trabalhando entre Rondônia e Bolívia utilizando a estrutura do nosso porto público é fantástico, e a tendência é só crescer. Isso viabiliza um fluxo de matéria-prima de exportação, gerando cargas de navio, e eles vão poder importar por essa logística os fertilizantes que precisam em suas lavouras, que hoje entram pelos portos do Sul do País e até pela Argentina. Com essa rota, fica muito mais perto, e os cálculos são de que fica 50% mais barato o transporte”, disse o secretário de estado da Agricultura, Evandro Padovani.

O vice-governador Daniel Pereira, o secretário Padovani, o presidente da Soph Leudo Buriti, o professor Helder Hisler, secretário da Mesa de Irmandade Rondônia-Beni, empresários e outras autoridades acompanharam a comitiva boliviana, de caráter não oficial.

Segundo o vice-governador Daniel Pereira, o trabalho para que as mercadorias da Bolívia possam ser despachadas para a Europa pelo porto de Porto Velho começou no primeiro mandato do governador Confúcio Moura. As ações foram intensificadas em 2015 e 2016, ocorrendo, inclusive, a vinda dos embaixadores da Bolívia e do Brasil para a 2ª Reunião do Comitê de Integração Fronteiriça Guajará-Mirim/Guayaramerin, em Guajará-Mirim.

Com a rota até o porto de Porto Velho devidamente registrada na Receita Federal e com o porto alfandegado o envio de mercadorias para a Europa, Ásia e Estados Unidos tem tendência de crescimento, segundo Daniel Pereira.

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“Só a castanha e a madeira de Riberalta e Guayaramerin (regiões da Bolívia) podem gerar 3.300 contêineres por ano em nosso porto. Isso praticamente dobra a mobilização de carga que temos hoje. E será só o começo. Estamos trabalhando para que as mercadorias do Departamento do Pando também venham para cá, região que exporta mais do que a vizinha Trinidad, e no futuro as mercadorias agrícolas de Santa Cruz, cuja produção é muito grande,” afirmou.

Comitiva boliviana conhece estrutura do Porto Organizado de Porto Velho em visita de caráter não oficial

Dario Lopes disse que a rota perfeita para a Bolívia passa por aqui. Foto: Esio Mendes

“As empresas que operam aqui já fizeram o registro de mercadorias saindo da Bolívia para a Europa. O difícil era registrar as primeiras cargas. Foram feitas, de madeira e também de castanha, e o custo operacional para a mercadoria boliviana passar pelo Brasil e ir para a Europa é metade do custo operacional que pagam para sair pelo território do Peru ou Chile. Ganham ainda uns 20 dias em todo o curso da mercadoria. Com essa redução de tempo, a mercadoria chega mais rápido e dá mais competitividade para os exportadores bolivianos”, destacou Daniel Pereira.

O empresário Dario Lopes, da BDX Florestas, que já utiliza o porto público de Porto Velho, lembra que a Bolívia não tem acesso ao mar, e em razão de alguns problemas com o Chile está sem acesso à Europa por meio dos portos daquele País.

“É vantajoso. Da Bolívia até nosso porto são pouco mais de 300 quilômetros, e até o Chile são 1.700 quilômetros, além de passar pelos Andes. A rota perfeita para a Bolívia é esta aqui, por Rondônia. Proporciona crescimento para a Bolívia, para a sua agricultura, e se torna também um caminho de mão dupla.  Nosso calcário, milho, peixe, frango e outros produtos necessários a eles poderão sair daqui”, disse Dario Lopes.

Fonte: Secom. Texto: Mara Paraguassu

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