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“Os jovens e adolescentes de Alto Paraíso tem nos impactado positivamente”, diz professor do Projeto Rondon
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Rondônia

“Os jovens e adolescentes de Alto Paraíso tem nos impactado positivamente”, diz professor do Projeto Rondon

Os jovens e adolescentes de Alto Paraíso, a 206 quilômetros de Porto Velho, capital de Rondônia, tem impactado positivamente o grupo de quatro professores e vinte universitários do Projeto Rondon, que há uma semana está no município. Eles participam da edição comemorativa ao aniversário de 50 anos do projeto, iniciado em 1967.

O testemunho é do professor de Direito Ambiental Guilhardes de Jesus Junior, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), de Ilhéus (BA), instituição que participa dessa edição, em Alto Paraíso, juntamente com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), do Rio Grande do Sul. Na última semana, foram desenvolvidas atividades nas escolas da região.

“O que tem nos impactado muito, positivamente, são os jovens e adolescentes. Eles chegam para nossos alunos e dizem ‘olha, vocês estão nos inspirando’. Temos encontrado sonhos maravilhosos de jovens que querem ser psicólogos, médicos, advogados. O brilho está acontecendo nos olhos deles; os estimulamos a estudar, a se preparar para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), principal porta de entrada para a universidade pública, e a gente viu que eles tem comprado essa ideia. Isso é maravilhoso”, afirma Guilhardes.

Em Alto Paraíso, um dos 15 municípios contemplados com a Operação Rondônia Cinquentenário, que marca os 50 anos de existência do projeto Rondon, toda a equipe participou do ato de sexta-feira (14), quando o governo estadual firmou termo de colaboração com dez municípios da região para apoiar a operação tapa-buraco em vias urbanas.

O professor Guilhardes esteve em outras jornadas do projeto – Maranhão, Tocantins e Pará. “A experiência tem sido profícua e desafiadora”, disse, explicando que encontraram um clima muito diferente.

“Na Bahia, estava chovendo, no Rio Grande do Sul batendo zero grau. Aqui está sem chover, é o calor amazônico, com fumaça. É estranho chegar na Amazônia e encontrar o clima seco”, disse o professor de Direito Ambiental.

Segundo ele, a interação com a comunidade começou timidamente, com certa desconfiança das pessoas e pouca divulgação, mas é algo que está sendo superado junto com “setores da prefeitura que estão muito empenhados em nos ajudar nessa tarefa.”

“Temos encontrado sonhos maravilhosos de jovens que querem ser psicólogos, médicos, advogados. O brilho está acontecendo nos olhos deles; os estimulamos a estudar, a se preparar para o Enem, principal porta de entrada para a universidade pública”, conta o professor da UESC, Guilhardes de Jesus Junior.

“A gente que tem experiência em municípios pequenos, com dificuldade de logística, a gente sabe que as pessoas são um pouco desconfiadas, e as vezes temos que fazer ações bem pontuais, focadas em públicos distintos, mas começamos a ver que as pessoas estão entendendo nosso objetivo, vendo tudo de forma diferente”, explicou.

O grupo concentra atividades nesta semana na cidade, até o dia 21. “Estaremos na sede do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Câmara de Vereadores e auditório da prefeitura, espaços com alguma condição. Os que tiverem interesse nas ações podem nos procurar nesses locais”, avisa.  Concluíram na primeira semana oficinas na cidade, e também nos distritos de Vila Nova e Alto Alegre e Linha 80, envolvendo estudantes, professores e servidores públicos.

A FURG realizou trabalho para alunos e professores, de educação inclusiva e combate ao bullying e ação de saúde para prevenção ao aedes aegypti.

A UESC desenvolveu ações para reaproveitamento de alimentos, trabalhando com mulheres, “principalmente donas de casa e merendeiras”, manipulação correta de alimentos, higiene, armazenamento e ainda a reutilização de garrafas PET, contribuindo, lembra o professor, não apenas para o meio ambiente, mas também para a descoberta de uma alternativa de renda. Outra oficina, também com mulheres, foi de maquiagem.

“Em Alto Alegre, com apoio de um vereador  e aluno que praticam capoeira, desenvolvemos interação cultural com estudantes. Foi interessante”, disse, lembrando que o projeto Rondon não apenas transmite conhecimento mas aprende também.

“Aprendemos sobre a Amazônia Legal, sobre a cultura do norte do país, e nossos universitários se prepararam durante alguns meses para interagir. Trouxemos muito material, cartilhas, tutoriais, manuais. Claro que todo esse material é para criar um novo ciclo na vida das pessoas, tanto no que diz respeito à mobilização comunitária como também na busca pelo bem-estar e melhores condições de vida e garantia de renda”, diz o professor Guilhardes.

Nesta última semana, durante dois dias, serão desenvolvidas ações com apoio da Associação de Mulheres de Alto Paraíso. “É uma acolhida boa, a entidade abriu seu espaço”, disse.

“O Projeto Rondon tem como característica trabalhar com a cidade, ajudar a formar um clima que leve a um processo de desenvolvimento sustentável dentro dos municípios e melhoria da autoestima; isso é muito importante,” reflete o professor da UESC, recebido pelo governador Confúcio Moura juntamente com os demais estudantes e professores.

A pedido deles, Confúcio Moura gravou depoimentos em vídeo sobre a atenção básica em saúde, primeiro nível de atenção em saúde, no qual a prevenção tem papel de relevo para assegurar menor gasto e demanda hospitalar.

Fonte: Secom

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