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Trilhando a História

PORTO VELHO, ENTRE O RIO E OS TRILHOS

Porto Velho, já nasceu poliglota. Pessoas vindas de várias
nacionalidades, aqui praticavam sua língua. Heterogênea, os trabalhadores,
possuindo origens diferentes, adotavam seus modelos culturais, inclusive a
religião. Multirracial, os novos operários possuíam origens diversas, eram:
negros, índios, asiáticos, europeus e do continente americano.
A cidade mesmo tendo parte de sua origem ligada a construção de um porto
militar que daria suporte aos militares que atuavam na Guerra do Paraguai, terá
realmente seu momento decisivo durante a construção da Estrada de Ferro
Madeira-Mamoré, que somam inúmeras tentativas antes mesmo do surgimento da
localidade as margens do velho porto.
Governador do Amazonas Dr. Pedrosa
Baseado em fontes documentais descobertas pelo pesquisador Antônio
Cândido, segundo relatórios e declarações de Joaquim Catramby, vencedor da
licitação para a construção da Estrada de Ferro já no século XX:
“ Se a estrada tivesse tido o seu ponto inicial em Santo Antônio,
ter-se-ia podido contar o quarto desastre da Madeira Mamoré. Levado por essa
convicção, e apesar do Tratado de Petrópolis determinar taxativamente que esse
fosse o ponto de partida da estrada, procurei o então Ministro de Indústria,
Viação e obras Públicas, Doutor Miguel Calmon, a quem expus as vantagens que me
levaram a pugnar pela idéia de se dar começo a estrada em Porto Velho.
Manifestando-se de acordo com essa idéia, o Ministro aprovou, pelo aviso número
2, de 16 de janeiro de 1908, a preferência dada a essa localidade para início
da via férrea”.
Cidade de Porto Velho – RO
Como os contratantes da ferrovia consideravam Santo Antônio um ambiente
muito doentio, além de não dispor de porto de atracação condizente com as
exigências da companhia construtora da estrada, por ser cheio de pedras, tendo
os navios que permanecer muito tempo distante do povoado para o desembarque de
suprimentos e víveres. A partir de 1907 fica definido que a Estrada de Ferro
Madeira- Mamoré teria suas obras iniciadas para o primeiro quilômetro na região
do Amazonas, no antigo porto militar ou ponto militar posicionado a 7 km abaixo
de Santo Antônio seguindo a margem direita do Rio Madeira.
A CIDADE DO PORTO
Com o início das obras do centro administrativo da empresa construtora da
ferrovia no antigo porto, logo nas imediações, os trabalhadores iniciaram a
construção de suas casas para o lado de Santo Antônio. Houve um esvaziamento
natural da pequena localidade de Mato Grosso que fazia divisa com o Amazonas,
pois, a nova localidade que se formava a partir dos canteiros de obra da
ferrovia em 1908, era mais atrativa em virtude da existência da energia
elétrica, telégrafo sem fio, posteriormente telefonia, além de outros
atrativos.
Operários e construtores da ferrovia M-M. 
No dia 2 de outubro de 1914, era publicada a Lei número 757, criando o
município de Porto Velho, decreto assinado pelo Dr. Jonathas Pedrosa,
governador do Estado do Amazonas. No dia 24 de janeiro de 1915, instala-se
solenemente, e era considerado município autônomo, sendo o seu Superintendente
o major do exército Fernando Guapindaia de Souza Brejense.
Posto fiscal de Santo Antônio – Mato Grosso
A localidade, na opinião de Oswaldo Cruz em 1910, era um cenário de
desorganização urbana no princípio, no qual residiam 800 habitantes. Todos os
barracos eram de madeira, inclusive os grandes barracões da companhia
construtora que entretanto, ficavam sobre pilares de alvenaria e tinham
cobertura em telhas francesas; outros eram cobertos com zinco e sobre esteios
de aquariquara ou itaúba, preferentemente, sendo a grande maioria improvisadas,
cabanas de palha.
É por causa da maria fumaça, que as margens dos trilhos da ferrovia, ao
seu redor Porto Velho surgiu, o povoado que brotava, ia sentindo as influências
das mudanças na economia, lentamente foi se acomodando com o apito, agora
melancólico, do trem, seguindo seu ritmo, embalado pelo chacoalhar de seus
vagões esquecidos.
  
 
Aleks Palitot
Historiador
reconhecido pelo MEC pela portaria n° 387/87 – Diploma n° 483/2007, Livro 001,
Folha 098

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