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Agentes penitenciários presos na Operação Flagelo estão livres

Postado em 19/06/2019 às 08h27min


Agentes penitenciários presos na Operação Flagelo estão livres

A assessoria jurídica do Singeperon conseguiu nessa segunda-feira (17), a liberdade do quarto e último agente penitenciário que se encontrava preso preventivamente na Operação Flagelo, desencadeada pela Polícia Civil no último dia 03 e que, segundo os delegados responsáveis pela ação, foi realizada com intuito de prender quatro agentes penitenciários acusados de torturar no Presídio 470 de Porto Velho, um apenado cadeirante com agressões físicas e psicológicas.

Segundo Nota divulgada no site oficial do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Rondônia (Singeperon) em tom de comemoração, o advogado Maurício Maurício Filho, reafirmou como havia feito em um vídeo publicado amplamente no dia da Operação, que não se tratava de uma Operação, e sim de de um fato isolado ocorrido em uma Unidade Prisional, com um agente penitenciários que, no dia do seu retorno de licença médica, “surtou em serviço e acabou se excedendo em suas ações”.

Também de acordo com a análise do advogado do Sindicato divulgada na Nota, a prisão preventiva deste e de outros três agentes penitenciários plantonistas do dia foi indevida, considerando que todos já se encontravam afastados de suas funções para apuração dos fatos, motivo pelo qual, avalia ele, não havia necessidade do delegado solicitar ordem judicial para prisão aos mesmos.

“Neste caso, a Justiça foi feita. E, ao que se espera, todos devem ser absolvidos da acusação de tortura que pesa sobre eles.
Há de se lembrar aqui que, o agente penitenciário, da mesma forma que o agente de segurança socioeducativo, trabalha sob forte pressão psicológica, como se não bastassem as condições insalubre de seu ambiente laboral, considerando que as condições estruturais das unidades e o baixíssimo efetivo já os expõe a risco de vida diário e estão propensos a problemas cardíacos e psicológicos em virtude de sua função, não bastasse o desgaste e o risco de vida que sofrem. Reflexo disso, este anos, 8 agentes penitenciários já morreram. São verdadeiros guerreiros que dão a vida para que a sociedade não tenha que conviver com o medo da bandidagem solta pelas ruas da cidade”, afirma o advogado.

Por JH Notícias