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Ex-atletas e frequentadores do Cláudio Coutinho relembram a história do ginásio reinaugurado com amistoso de vôlei
Reinauguração do Cláudio Coutinho teve amistoso de vôlei feminino

Esporte

Ex-atletas e frequentadores do Cláudio Coutinho relembram a história do ginásio reinaugurado com amistoso de vôlei

Alguns fatos e gratas lembranças. O entardecer e a noite de sexta-feira (30/6) proporcionaram reencontros de pessoas que frequentaram o ginásio de esportes Cláudio Coutinho nos primeiros anos de funcionamento, após sua inauguração, 34 anos atrás.

Nazaré Silva, 69, ex-funcionário do Banco da Amazônia e meio campista do Moto Clube, lembra-se de ter assistido um jogo de voleibol entre a vitoriosa seleção brasileira e um time japonês.

“Jogaram o Bernard, o Renan, entre outros consagrados. O primeiro foi o autor notável do saque jornada nas estrelas  [por baixo, em que a bola sobe até 25 metros de altura]; o segundo é atualmente treinador da seleção brasileira”, comentou.

Nazaré Silva

“Olhe ali o Nazaré”, reconheceu-o José Lacerda de Melo, que torcia para o time vermelho e branco de Porto Velho. Lacerda, 62, compareceu à reinauguração acompanhado pela esposa, Francisca de Fátima.

“Está especial, bem organizado e confortável”, ele elogiou.“Sempre prestigiei competições de basquete e vôlei neste ginásio, e para os padrões da época ele era o que tinha de melhor na região”, disse o economista Lacerda.

O ginásio remete à atuação política e administrativa de seu construtor, o ex-governador Jorge Teixeira de Oliveira. Lacerda estudou em Manaus e retornou para Porto Velho para trabalhar com o então secretário de planejamento José Renato Uchôa.

“Isso aqui  lindo, eu me lembro sempre do Joer [Jogos Estudantís de Rondônia]”, comentou o administrador de transporte na prefeitura, André Luiz Colares Barros, 32, morador no bairro Agenor Carvalho. “Eu estudava na Escola Estadual Orlando Freire e participava”, acrescentou.

André Luiz adora vôlei e foi assistir o jogo de sexta-feira acompanhado pela esposa Jéssica e pelo filho Luiz Vinícius, 9.

Walter Santos

O ex-jogador Walter Santos se lembrou de um fato pitoresco: jogavam BNC e Constec, duas grandes equipes de basquetebol feminino de São Paulo, quando o juiz ‘da casa’ Leonardo Severo decidiu expulsar Hortência, por reclamação. Logo ela, uma das maiores cestinhas paulistas e da seleção brasileira.

O advogado Luiz Lenzi, lembrou da solenidade de posse dos primeiros deputados estaduais, em sessão solene no dia 31 de janeiro de 1983, uma semana após a inauguração oficial. Elogiou a obra de reforma e reivindicou ações de governo para o incentivo à formação de equipes locais de basquete, futsal e vôlei.

O garçom Milton Pereira da Silva, 66, que pretendia se aposentar, foi trazido de volta ao palácio pelo governador Confúcio Moura. Ex-funcionário dos antigos hotéis Selton e Floresta, ele também trabalhou algumas vezes no ginásio. “Servi até ministros, aqui, no palácio e na residência oficial, e estou mais uma vez aqui, hoje, trabalhando”, comentou.

Milton Ferreira

O secretário estadual de saúde Williames Pimentel recordou sua juventude, quando Porto Velho dispunha de poucas quadras cobertas e nenhuma opção cultural e de lazer. “A melhorzinha era a do Flamengo, quando este ginásio coberto se tornou, no meu entender, o santuário esportivo do norte, o nosso ponto de encontro”, contou.

“Foi um período glorioso, porque, entre outras competições, nele foram disputadas as olimpíadas estudantis e os jogos escolares de Rondônia. Daqui saíram revelações para grandes equipes e para a seleção brasileira”, acrescentou, lembrando os nomes de Gonzaga, Irene, Paulinho Abamour.

Os cadeirantes José Roberto Cândido Silva, 40, e José Hélio dos Santos, 41, moradores nos bairros JK 1 e Aponiã, acompanharam o jogo de vôlei feminino entre Pinheiros e São Caetano.

Os dois participaram recentemente da Copa Norte-Nordeste de basquetebol paralímpico, disputado em cadeiras de roda. José Roberto joga há 40 anos, José Hélio iniciou em 2005, ambos militando na Sociedade Vida Ativa há 15 anos.

Segundo José Hélio, o sedentarismo desaparece, quando surge a oportunidade de jogar em boas condições. “A vida não acaba facilmente”, disse animado.

José Roberto e José Hélio

O próximo compromisso será em novembro deste ano, no Estado de Goiás, quando disputarão o Campeonato Brasileiro de Basquete Paralímpico.

Eles elogiaram o piso flutuante, as cadeiras e o espaço para as pessoas transitarem, contudo, esperam a complementação de obras com rampas de acesso.

Emocionado, o secretário estadual de planejamento, orçamento e gestão, George Braga, disse que sentia honrado em participar do ato. “Eu tinha apenas 12 anos de idade, estudava na Escola Castelo Branco e, no final da tarde fomos dispensados para assistir o jogo de basquete”.

Elogiando o governo pelo trabalho, disse que o ginásio devolvido à população e bem utilizado “pode livrar muitos jovens das drogas, salvando-lhes a vida”.

“Após 15 anos de abandono, o ginásio está novamente à disposição da comunidade, e tem que ser sempre assim, continuamente preservado”, apelou o radialista e jornalista Águido Melo, 64, coautor de diversas coberturas radiofônicas.

Fonte: Secom. Texto: Montezuma Cruz. Fotos: Marcelo Gladson

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