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NA CAPITAL – Novo secretário da educação foi citado em suposto esquema de fretes aéreos na SEDUC

As denuncias foram realizadas no ano de 2003 e o valor envolvido no suposto esquema teria sido de R$ 858.672,80.

              

Empossado pelo prefeito Hildon Chaves (PSDB) como secretário de educação de Porto Velho, o professor César Licório é um conhecido personagem da vida política de Rondônia, seguidas vezes foi secretário estadual de educação e atualmente coordenava a Escola do Legislativo.

Licório já concorreu sem sucesso à cargos eletivos e teve uma de suas gestões à frente da Secretária Estadual de Educação – SEDUC, marcada por uma denuncia que o citava em um possível esquema envolvendo contratações de vôos pela SEDUC que eram pagos, porém não realizados.

Esse fato aconteceu durante o governo Ivo Cassol, uma denuncia apontada pelo então deputado estadual, Leudo Buriti, apontava que o poder executivo estadual retirava dinheiro destinado à educação para pagar os voos fretados sob a alegação de transportar Licório e outras autoridades, mas, ainda de acordo com a denuncia, um levantamento cedido pela Infraero à uma comissão montada pela ALE/RO, mostrou que em 88% dos dias em que esses voos teriam acontecidos as aeronaves sequer saíram do pátio do Aeroporto na capital.

Ainda no levantamento do relatório feito na época, se constatou que 42,22% desses voos teriam ocorridos no final de semana, e o pior, em uma dessas datas Licório estava em Brasília recebendo diárias, mas sua viajem à diversos municípios de Rondônia, com o governo pagando, havia sido computada.

“O fato que nos chamou a atenção foi o secretário de educação conseguir surpreender a Física, pois esta afirma que um corpo não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. No entanto, o secretário conseguiu tal proeza ao comparecer a dois lugares distantes um do outro”, cita relatório da Assembléia.

As denuncias foram realizadas no ano de 2003 e o valor envolvido no suposto esquema teria sido de R$ 858.672,80. Na época, o então governador Ivo Cassol chegou à processar o jornalista Everaldo Fogaça pela publicação da denuncia, porém, perdeu na Justiça e foi obrigado a arcar com as custas do processo.

Fonte: JH Notícias

              

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