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Alunos de Graduação apresentam resultados de pesquisas durante Seminário de Iniciação Científica, em Porto Velho


Alunos de Graduação apresentam resultados de pesquisas durante Seminário de Iniciação Científica, em Porto Velho

Integração entre estudantes e criatividade a todo vapor. Esse foi o resultado observado durante o 2° Seminário de Iniciação Científica da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero), realizado entre os dias 13 e 16 de junho, no auditório da Embrapa, em Porto Velho.

Durante o Seminário também foi realizada a 26ª Reunião Anual de Iniciação Científica da Fapero (Raia). O evento foi a oportunidade para os estudantes apresentarem o fruto das pesquisas realizadas no decorrer do curso de graduação, em instituições do ensino superior de Rondônia. O resultado foi surpreendente, de acordo com Leandro Soares Moreira Dill, diretor de Inovação e Transferência de Tecnologia da Fapero. “Os resultados apresentados nas pesquisas são aplicáveis ao dia a dia, colaboram para a intensificação de ações técnicas desenvolvidas em algumas áreas e demonstram resultado além do esperado, o que mostra a importância de fomentar esse tipo de programa”, destaca.

Um exemplo citado por ele foi a pesquisa realizada para classificação de peixes, que pode ser aplicado ao plano de comercialização do pescado. Nela foram estudados os melhores peixes para filetagem e qual o melhor corte a ser utilizado nas espécies avaliadas. “Nessa pesquisa foram apresentadas sugestões de como é possível reduzir a menor quantidade possível de resíduos do pescado”, detalha Leandro.

O seminário contou com a participação de alunos de vários municípios de Rondônia e, no total, foram apresentados 68 trabalhos, sendo 20 defesas

PESQUISAS

Entre os banners, o elaborado com o resultado da pesquisa de Evely Caroliny Abatti Rodrigues, que estuda o tingimento do couro do pirarucu (arapaima), utilizando o urucum da Amazônia, um corante natural. Como resultado, a acadêmica de Zootecnia da Universidade Federal de Rondônia (Unir) destacou menor enrijecimento (solidez) à luz, e envelhecimento menos acelerado, comparado aos couros tingidos com corante químico. “O processo não diminui a qualidade físico/químico, nem o visual, e permite o rasgamento do couro mais persistente”, defende Evely.

Entre os cursos da área de Humanas, Veronilce Marialva Botelho, aluna de Letras Português analisa o empoderamento das mulheres que residem no assentamento Joana Darc, na região de Porto Velho. “Foi observado que muitas estão em busca de trabalho e renda, mas há uma ausência de políticas públicas na localidade. O empoderamento delas teve início com a oferta de cursos, como de artesanato e produção de doces e compotas”, relata.

Em sua apresentação, Veronilce também observou a atividade de produção de farinha, que no assentamento conta com o trabalho das mulheres no processo de descasca da macaxeira, “as mulheres se reúnem para fazer esse processo e uma vai ajudando a outra, o lucro é dividido”, detalha.

Já Mayara Conceição Sousa, acadêmica do curso de Química na Unir, avalia a utilização da Pipper obliquun, uma vegetação comum na Amazônia, presente na Estação Ecológica Cuniã (ESEC) – Baixo Madeira . Em sua pesquisa, Mayara avalia o potencial larvicida produzido a partir do extrato da planta, a ideia é que o composto venha a ser utilizado no combate ao mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, zica e chikungunya.

Romildo Garcia Batista é acadêmico de Física na Unir, em sua pesquisa, ele analisa a excitação de elétrons do Rubídio e já identificou que a aproximação dos elétrons do núcleo, intensifica a luz emitida. A apresentação de Romildo durante o Seminário chamou a atenção da plateia para uma pesquisa tão singular. Ele reside em Rolim de Moura e é um dos estudantes que veio do interior do Estado para participar do evento, intercâmbio considerado salutar por Leandro Soares, vivenciado entre os alunos de graduação, público alvo contemplado com bolsas para iniciação científica: “o intercâmbio promovido entre os acadêmicos e o caráter interdisciplinar do projeto, mostrou a capacidade de desenvolvimento científico em todos os municípios, o que é bastante positivo”, ressalta.

Fonte: Secom/RO




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