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Brasileiros são autorizados a entrarem na Bolívia após serem barrados por protesto


Brasileiros são autorizados a entrarem na Bolívia após serem barrados por protesto

travessia de turistas brasileiros para a Bolívia foi normalizada nesta quinta-feira (11) no Porto Oficial de Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho. O turismo na cidade de Guayaramerín ficou proibido durante 24 horas, desde quarta-feira (10), por causa de um protesto político de bolivianos contra a reforma do código penal aprovado pela Assembleia Legislativa.

Com a liberação, os brasileiros puderam cruzar novamente a fronteira do Brasil pelo Rio Mamoré e entrar na cidade boliviana de Guayaramerín. Os turistas bolivianos também puderam atravessar para o lado brasileiro nesta quinta-feira, porém a situação ainda é tensa na Bolívia e há possibilidade de ocorrer novos protestos e fechamento do porto a qualquer momento.

O comerciante José Antônio Dalas, que mora em Vilhena (RO), conta que deu sorte de chegar e poder atravessar, já que o protesto foi parcialmente suspenso.

“Como as meninas estão de férias da escola, aproveitamos para conhecer a Bolívia e passear, acho que é um bom programa para toda a família e também uma ótima experiência cultural”, conta Antônio.

Outro turista que ficou feliz com a liberação da travessia foi o professor Deílson Trindade, que saiu de Parintins (AM) com um grupo de amigos.

Na última quarta-feira (10), o professor falou que não conseguiu atravessar a fronteira.

Brasileiros foram fazer compra na Bolívia nesta quinta, 11 (Foto: Júnior Freitas/G1)

Brasileiros foram fazer compra na Bolívia nesta quinta, 11 (Foto: Júnior Freitas/G1)

“Decidimos esperar e valeu a pena. Ontem eu estava triste, frustrado, mas hoje estou feliz porque iremos cumprir o cronograma da nossa viagem. Queremos conhecer o país dos hermanos, a culinária, pontos turísticos e também aproveitar para fazer compras de produtos importados, viemos só para isso”, disse o turista antes de comprar a passagem de barco.

Entenda o caso

A manifestação contra a medida do governo do presidente boliviano Evo Morales acabou afetando diretamente parte da população de Guajará, já que muitas pessoas cruzam o Rio Mamoré diariamente para trabalhar ou estudar medicina no território boliviano.

A situação ficou tensa no porto boliviano e somente os brasileiros que já estavam lá tiveram autorização das autoridades e manifestantes para retornarem ao Brasil, porém ninguém podia entrar ou sair, podendo inclusive ser preso por desobediência.

Segundo a única empresa no município responsável pelo transporte fluvial de passageiros para o território boliviano, por dia pelo menos 1,3 mil turistas cruzam a fronteira, pagando em média R$ 8. Com a paralisação de 24 horas, a empresa estima ter tido um prejuízo de mais de R$ 10 mil.

Além da empresa de transporte fluvial, vários outros profissionais que dependem do turismo foram afetados, como é o caso dos taxistas, mototaxistas, comerciantes, donos de restaurantes e de hotéis, já que pelo menos 200 bolivianos circulam no centro da cidade todos os dias, ou para fazer compras ou a passeio.

Posicionamento do consulado boliviano

Procurado pelo G1, o agente consular da Bolívia em Guajará-Mirim, Rolando Lujan, disse que a embaixada se posicionou contra o movimento, por acreditar se tratar de um jogo político contra Evo Morales.

“Este protesto é uma jogada política de um grupo de profissionais que se sentiram atingidos e não apoiamos esta forma de pensar”, declarou Rolando ainda na quarta-feira, 10, algumas horas depois do anúncio oficial do fechamento do porto.

Fonte: G1




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