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Foto: Ilustrativa

Rondônia

Denúncia de extrema pobreza em Rondônia não é nova

              

Questionável a “surpresa” do governador Confúcio Moura (MDB), inclusive em manifestação no seu blog da constatação de milhares de pessoas em condição de extrema pobreza em Rondônia. Dados do IBGE de outubro de 2017 sinalizam que cerca de 300 mil pessoas (18% da população) estão vivendo com o equivalente a R$ 100 por mês, média de um dólar por dia.

Ainda no primeiro mandato de Confúcio, sua irmã, Cláudia Moura, hoje pré-candidata â Câmara Federal, na época titular da Secretaria de Estado de Ação Social (Seas) em coletiva à imprensa, comunicou que cerca de 300 mil pessoas viviam (ou sobreviviam) em condição de extrema pobreza no Vale do Guaporé. E apresentou dados sobre a situação que em nada difere do constatado pelo IBGE.

Cláudia deixou a secretaria, Confúcio se elegeu para um segundo mandato e somente agora, quando estamos na iminência de mais um período eleitoral o assunto vem a público, após o IBGE divulgar dados que o Estado já tinha há anos.

Quando Confúcio diz “queremos saber a realidade ‘nua e crua’ da miséria em Rondônia” a preocupação ecoa como eleitoreira. O problema relacionado a miserabilidade em Rondônia não é de agora, após o IBGE divulgar números realmente assustadores, para um Estado propagado como exemplo para o país em termos administrativo e financeiro.

Com menos de duas semanas de mandato Confúcio anuncia o Fundo Estadual de Erradicação da Pobreza (Fecop), medida necessária, mas tardia, porque permanecer no governo e abrir de uma candidatura é uma possibilidade muito remota, apesar de várias afirmativas contrárias, menos do governador, que nunca disse em público que permanecerá governador e não será candidato este ano. Mesmo que permaneça, os próximos nove meses não serão suficientes para erradicar a situação.

O problema social em Rondônia é grave. E não é preciso relatório do IBGE para constatar isso. Nos últimos anos a condição econômico-financeira do cidadão rondoniense mudou muito; e para pior.

Hoje o número de pedintes nas ruas e avenidas da cidade de Porto Velho, seja no centro ou nos bairros é enorme, preocupante, assustador até. Isso ocorre no supermercado, bar, restaurante, quitanda, carrinho de cachorro quente, não importa, pois aonde você chega tem pedinte bem diferente de anos atrás, quando tínhamos no máximo os noiados que ficavam às imediações dos mercados (Central e do 1) na capital “guardando” os carros.

No interior a situação não difere muito da capital. Nas cidades de economia forte como Ariquemes, Jaru, Ouro Preto, JI-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno, Vilhena, Rolim de Moura têm aumentado a cada dia a quantidade de pedintes nas ruas.

É triste constatar que o alerta da Seas, ainda no primeiro mandato do governador Confúcio não foi levado a sério. Somente agora, quando se está entregando o comando do Estado é que o chefe do Governo e sua equipe constataram que há milhares de miseráveis (sobre) vivendo com menos de R$ 100 por mês.

Não é preciso percorrer o Estado para se inteirar da precária condição subumana de boa parte do povo de Rondônia. Basta visitar a periferia de Porto Velho, onde o cidadão ou cidadã irá confirmar que realmente, Deus existe. É possível constatar a condição de submundo que significativa parcela da população enfrenta e a maioria das crianças é sadia, saudável, mesmo não tendo a alimentação necessária e muito menos condições mínimas de saúde.

Deus está fazendo a sua parte, mas os políticos devem seguir seu exemplo e garantir no mínimo o que é de Lei para a população: saúde, educação, saneamento básico dentre outras atribuições.

Fonte: Valdir Costa – Rondoniadinamica

              

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