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Número de casos de hanseníase cai em Rondônia, mas Agevisa mantém alerta à população para a gravidade da doença

Número de casos de hanseníase cai em Rondônia, mas Agevisa mantém alerta à população para a gravidade da doença

Paciente do grupo de autoajuda do hospital Santa Marcelina

Apesar de Rondônia estar atendendo às normas nacionais e internacionais, reduzindo os casos de hanseníase anualmente, a Coordenação do Programa Estadual de Controle da Hanseníase da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) reforça o alerta à população para ficar atenta aos sinais e sintomas da doença, que de uma simples mancha curável poderá resultar na incapacidade física, caso não seja diagnosticada em tempo hábil e tratada corretamente. 7 de julho é o Dia Estadual de Mobilização para o Controle da Hanseníase.

A coordenadora Albanete Mendonça explica que a preocupação existe pelo fato de a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde só considerarem uma área sob controle da doença quando há registro de 10 ou menos casos a cada 100 mil habitantes.

“Em 2016, Rondônia detectou 26,4 casos por 100 mil habitantes, enquanto que em crianças e adolescentes até 15 anos foram 5,3”, disse Albanete, citando que no ano passado o Estado ocupou a 6ª colocação em casos de hanseníase, seguido do Piauí (5ª), Pará (4ª), Maranhão (3ª), Mato Grosso (2ª) e Tocantins (1ª).

O programa trabalha em Rondônia com capacitações e ações em conjunto em todos os municípios, preparando as equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) de forma teórica e prática, incluindo exames de casos suspeitos, com foco na prevenção de incapacidades e reabilitação, numa parceria com a Organização Não-Governamental (ONG) Holandesa NHR, nas áreas técnico-financeiras.

“Além da capacitação profissional, há também supervisão nos municípios e apoio com uma logística de comunicação nas redes sociais, onde reforçamos que o doente tem que ser atendido em todas as unidades básicas de saúde, e só devem ser encaminhados às de referência os casos complicados”, observou a coordenadora, ressaltando que Rondônia tem avançado na implantação de grupos de autocuidado. “São 14 atualmente”, revelou, completando que neste ano a ONG NHR priorizou a execução de projeto voltado à geração de renda na área gastronômica voltado a esses grupos. A oficina foi realizada de 19 a 23 deste mês.

Em janeiro deste ano, por ocasião da comemoração do Dia Mundial de Combate à Hanseníase, celebrado anualmente no último domingo de janeiro, os dados da Agevisa apontaram queda nas ocorrências em relação a 2015, quando foram registrados 578 casos, dos quais 36 em menores de 15 anos, enquanto no ano seguinte foram 471 (23 em menores de 15 anos).

MOBILIZAÇÃO

Os dados revelam que de janeiro a junho deste ano foram totalizados 235 casos, o que apresenta também redução no comparativo com o igual período de 2016, quando foram registrados 256, e em crianças e adolescentes foram 12, caindo para 11 neste ano.

Os municípios com maior número de casos nos seus primeiros meses de 2016 foram Porto Velho (37), Ariquemes (24), Vilhena (19), Cacoal (15), São Miguel do Guaporé (15), Espigão do Oeste (11) e Colorado do Oeste (10). Em 2017, na capital o número caiu para 24, Ariquemes (22), Vilhena (11), Cacoal (14), Colorado do Oeste (3), enquanto que em São Miguel do Guaporé subiu para 16, Espigão do Oeste (13), Rolim de Moura de 9 para 17; Ji-Paraná de 7 para 11 e Ouro Preto do Oeste de 8 para 11. A elevação é atribuída à intensificação das ações preventivas com busca de casos.

Por ocasião da Mobilização Estadual, que presta homenagem à enfermeira Wally Hirschmann (in memoriam), que se tornou um marco na implementação da política de controle em Rondônia, na década de 90, uma série de atividades será realizada na capital, começando no dia 7, às 8h30, na Praça do Palácio Rio Madeira, numa parceria com o Movimento Nacional de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e do Acre, e a participação da Miss Brasil Mundo 2016, Beatrice Fontoura, que vem atuando como embaixadora junto ao Morhan na luta contra a doença em 190 países. Para as 11h está programado pit stop com o apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros; e às 11h novo pit stop na Avenida Sete de Setembro com a Jorge Teixeira, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

A mesma programação será desenvolvida no dia 8, no Hospital Santa Marcelina, destinada ao grupo de autocuidado.

O Dia Estadual foi instituído conforme a Lei Estadual nº 3.113, de 25 de julho de 2013, em referência ao dia de nascimento da enfermeira Wally.

FIQUE ATENTO

A hanseníase é uma doença dermato-neurológica, infecciosa, crônica, de evolução lenta, que atinge principalmente a pele e os nervos, cujos sintomas são sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades, manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com alteração da sensibilidade e da secreção de suor, caroços e placas em qualquer local do corpo, além de diminuição da força muscular.

A transmissão ocorre através do contato direto com o doente sem tratamento (tosse e espirros) e o tratamento é feito gratuitamente nas unidades básicas de saúde, com a poliquimioterapia, que consiste na associação de dois ou três medicamentos via oral.

Fonte: Secom. Texto: Veronilda Lima

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