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Trilhando a História

Os Titãns do Guaporé: Aluízio Ferreira e Cândido Rondon

Como Aluízio Ferreira se aproximou de Marechal Rondon? Essa pergunta é fácil de ser respondida apesar de algumas controvérsias. Segundo relatos do passado e as fontes documentais (livros e artigos) do saudoso historiador (com diploma) Esron Penha de Menezes; quando Aluizio, fugindo as perseguições políticas se internara nos sertões do Guaporé, encontrou nessa percorrida uma tribo de índios com tendências para pacificarem-se e com eles manteve contato estudando-lhes as características e desse fato deu conhecimento ao General Rondon em substancial relatório.
Aluízio também por um bom tempo ficou trabalhando em um seringal denominado Laranjeira no Rio Mamoré, que era de propriedade da família de Américo Casara. Isso fez dele no futuro, um grande conhecedor da extração do Látex e de como era a vida das comunidades tradicionais na Amazônia. Por conta da amizade que se inicia com Marechal Rondon, Aluízio ocupa cargos estratégicos do campo militar, administrativo e político de nossa região como veremos depois.
Aluizio Ferreira se tornara comandante da Zona Norte das Comissões Telegráficas que Rondon liderava, nela ficará de dezembro de 1928 a 1930 quando substituiu Rondon, depois de bravamente defender-lhes as atividades, os sacrifícios de 40 anos consecutivos, na gigantesca e indescritível marcha devassando regiões até então desconhecidas do homem civilizado intercomunicando-as pelo rio, chamando à civilização inúmeras nações indígenas, plantando vilas e cidades futuras, descortinando novos trechos do território pátrio, levantando-lhe, atualizando-lhe a cartografia, catalogando riquezas da fauna e da flora, e bem assim concatenando toda sua bagagem cultural, durante esse longo período, e que Rondon, pessoalmente, doara ao Museu Nacional. E defenderia Aluizio o chefe, as suas canseiras imensas, os seus empreendimentos insuperáveis, em fase bem difícil, ao calor dos antipodismos e das incompreensões humanas.
Valerá para nosso futuro histórico recordar essa passagem nobilíssima de Aluízio Ferreira, por certo e seguro desconhecida da terra nossa, pois é ele bragantino de boa cepa, à qual a sua atitude desassombrada, plena floração da Revolução de 1930, revertera, por sem dúvida, na mais justa defesa do vulto incompatível de Rondon; na motivação melhor desse preito de justiça ao nosso conterrâneo e ao seu chefe, que substituirá no 3° Distrito Telegráfico do Mato Grosso.
Em momentos futuros Aluízio assumiria missões de grande vulto, como ser o primeiro Diretor brasileiro da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em 1931, além de também assumir o comando dos Contingentes Militares de Fronteira, construir os Campos de Aviação, rodovia Amazonas e Mato Grosso hoje BR 364 e a criação e instalação do Território Federal do Guaporé, se inscrevem e representam a seu crédito, como tributo expressivo de seus altos serviços à coletividade.

Aleks Palitot

Historiador reconhecido pelo MEC pela portaria n° 387/87
Diploma n° 483/2007, Livro 001, Folha 098

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