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Trilhando a História

Rondon, nos caminhos da floresta

O legado deixado por Cândido Mariano da Silva Rondon não é suficientemente traduzido em sua eterna frase “Morrer se preciso for, matar nunca”. (Marechal Rondon) . O descendente de índios Bororos, do interior da até então Província do Mato Grosso têm na sua vida, uma grande passagem na história de Rondônia e do Brasil. Para nós rondonienses, a partir de junho de 1909 o mesmo passa a pertencer às páginas de nossa história pois, a cem anos Marechal Rondon chega a localidade de Vilhena, onde lá construirá a primeira Estação Telegráfica denominada Álvaro Vilhena, que no futuro justificará o nome da localidade.

 

Reinaldo (câmera) e Aleks Palitot, na Estação Telegráfica construída em 1911 em Vilhena
A mais importante das expedições, para Rondônia, foi exatamente à terceira de 1909, pois aquela coluna varou todo o sertão do atual Estado em travessia que durou 237 dias, numa extensão a 800km, em duas turmas organizadas por Rondon e denominadas turma Norte e turma Sul. Como se tratava de uma das mais arriscadas missões da coluna expedicionária, Rondon cuidou em tomar algumas precauções, tais como: exigir de seus auxiliares, rigoroso exame sanitário, visando sondar o estado físico necessário aos andarilhos que seriam a partir de então. 

Marechal Rondon em contatos com índios em 1922
Nos Campos Novos, no local por ele chamado Mata da Canga, os índios fizeram emboscadas que resultaram na morte de um soldado.
No dia 24 de outubro, a turma Norte composta por 28 homens, chefiada por Rondon se direciona a Santo Antônio do Alto Madeira, ao longo do caminho recolhem dados e analisam a fauna, a flora e solo por onde passavam. No dia 25 de dezembro chegam finalmente a localidade já sem alimentos e alguns membros bastante debilitados, quando o chefe da turma proferiu as seguintes palavras: “ Assim findou a nossa peregrinação de 8 meses, através dos sertões do noroeste mato-grossense, exploração realizada sob os auspícios do amor à Pátria. Não fôssemos mantidos por este sublime sentimento, não teríamos energia moral suficiente para suportar tão grandes choques e das privações de toda sorte que nos atormentaram a travessia” ( Marechal Rondon). A abertura da linha telegráfica entre Cuiabá e Santo Antônio foi de grande valia aos estudiosos da fauna, flora e de riquezas minerais e vegetais, bem como aos etnólogos e geógrafos, pelo vasto relatório levado por ele ao conhecimento do governo brasileiro. A linha também permitiu o conhecimento e a exploração dos potenciais da região, fora do eixo da bacia do Madeira e conseqüente exploração, proporcionando o surgimento de vilarejos em torno das estações telegráficas.



Aleks Palitot no Marco divisório Rondon em Santo Antônio
A sua história
A Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso no estado do Mato Grosso em 1865. Cinco meses depois, seu pai morreu, a aos dois anos ele perdeu a mãe, descedente de índios terena e bororo. Rondon foi morar com o tio em Cuiabá e se formou na escola normal aos dezesseis anos. Assim como muitos brasileiros, ele não tinha como custear estudos complementares, e sua única opção para continuar a instruir-se foi entrar para o Exército. Transferido para o Rio de Janeiro, estudou na Academia Militar e na Escola Superior de Guerra, formando-se engenheiro militar em 1890. Rondon não desempenhou papel de destaque nos acontecimentos que varam à proclamação da República em 1889. Jovem oficial, foi despachado de volta ao Mato Grosso, sua terra natal, e passou os trinta anos seguintes construindo linhas telegráficas. Em 1927, aos 62 anos, iniciou a árdua tarefa de inspecionar todas as fronteiras internacionais do Brasil e fazer o levantamento topográfico delas, cumprindo boa parte dessa missão a pé ou em canoas, atravessando cerca de 40 mil quilômetros de território. Reformado em 1930, levou uma vida muito ativa como presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios. Nesse cargo, usou sua influência para conseguir a decretação da data nacional do Dia do Índio, ao mesmo tempo que continuou a se dedicar à causa do positivismo. Morreu em 1958.



Marechal Rondon ao lado de um Marco Divisório em 1930

Aleks Palitot
Historiador

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