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O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Gaeco, ofereceu denúncia na última sexta-feira, 23 de janeiro, contra 25 pessoas investigadas na Operação Godos. O grupo é acusado de integrar uma organização criminosa envolvida em extorsão, tortura, homicídios e esbulho possessório violento na região de Nova Mutum Paraná, em Porto Velho.

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A denúncia foca nos investigados que já se encontram presos, abrangendo desde a liderança até setores de segurança, financeiro e apoio logístico. Entre os crimes imputados estão roubo qualificado, dano, incêndio e diversas infrações ambientais. A Promotoria destaca que a organização possuía estrutura armada e mantinha vínculos com outros grupos criminosos independentes.

Um dos pontos centrais da ação é o pedido de indenização bilionária para reparação de danos. O Ministério Público solicita que os réus paguem, solidariamente, mais de R$ 1,8 bilhão por crimes ambientais, além de R$ 51 milhões por danos materiais e R$ 10 milhões por danos morais coletivos. O montante total supera a marca de R$ 1,95 bilhão.

O processo agora segue para a 3ª Vara Criminal da Comarca de Porto Velho. Com o recebimento da denúncia, os acusados serão citados para apresentar defesa. O Gaeco informou que denúncias contra investigados que estão soltos ou foragidos serão apresentadas separadamente para garantir celeridade ao processo dos réus detidos.

A Operação Godos, deflagrada em novembro de 2025, visava interromper a atuação de milícias rurais que aterrorizavam proprietários e posseiros de terra na capital. A investigação detalhou um esquema de especulação imobiliária ilegal acompanhado de vasta destruição da vegetação nativa na região rondoniense.

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