Partidos de esquerda, liderados pelo PT, acionaram a Justiça Eleitoral contra adversários políticos que teriam utilizado Inteligência Artificial para divulgar conteúdos ofensivos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A representação sustenta que o material divulgado ultrapassa o limite da crítica política e pode configurar irregularidade eleitoral.
Entre os citados na denúncia estão o senador Flávio Bolsonaro, o senador rondoniense Marcos Rogério e o senador Rogério Marinho. Segundo os autores da ação, imagens manipuladas por IA mostrariam Lula com vestimenta de presidiário e em outra montagem caracterizado como figura carnavalesca de conotação negativa. Para os partidos, o conteúdo representaria ataques pessoais e possível propaganda eleitoral antecipada.
Os denunciantes argumentam ainda que o uso de tecnologias digitais para associar o presidente a crimes ou ridicularizá-lo pode gerar desinformação e desequilíbrio no debate público. Eles pedem providências e eventual responsabilização dos envolvidos.
O tema ganha peso num momento em que a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal vêm ampliando o monitoramento sobre conteúdos considerados ofensivos ou inverídicos nas redes sociais. A Procuradoria-Geral da República tem apresentado denúncias em casos semelhantes, e decisões do Supremo Tribunal Federal têm resultado em condenações por ataques direcionados ao presidente.
Nos bastidores políticos, o episódio reacende o debate sobre os limites da crítica, o uso de Inteligência Artificial em campanhas e o que pode ou não ser considerado propaganda antecipada. A expectativa agora é pela análise da Justiça Eleitoral sobre as representações apresentadas.






















