O MDB de Rondônia vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. Embora ninguém fale oficialmente em intervenção, nos bastidores o cenário é tratado como uma espécie de “intervenção negociada”. Na prática, o comando nacional do partido já colocou a mão no diretório estadual.
Decisões diretas do presidente nacional Baleia Rossi começaram a ser implementadas e uma delas é considerada estratégica. Mesmo sem anúncio formal, a orientação é clara: o MDB de Rondônia deve deixar a base de sustentação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Se esse movimento se confirmar, Rondônia se tornará o 18º diretório estadual da sigla a romper com o Planalto. Outros 17 estados já formalizaram a decisão por meio de documentos enviados à executiva nacional.
A possível mudança de rumo também atinge diretamente a liderança local do partido. O senador Confúcio Moura, que preside o MDB no estado e defende a permanência na base governista, pode sair enfraquecido. A decisão nacional, se oficializada, representaria uma desautorização clara à sua condução política.
Nos bastidores, cresce a leitura de que Confúcio já avalia deixar de disputar a reeleição em 2026, hipótese que vem ganhando força dentro de setores do próprio partido.
Enquanto o cenário político se reorganiza, o MDB também acelera sua estrutura para as eleições. Por exigência da direção nacional, o diretório rondoniense já apresentou uma lista com pelo menos dez pré-candidatos à Câmara Federal. Para o Senado, o nome confirmado é o de Amir Lando, enquanto a segunda vaga segue reservada a Confúcio, até uma definição final.
Na Assembleia Legislativa, o partido já montou sua nominata completa, mas com uma mudança significativa: os atuais deputados estaduais Jean Oliveira e Luís do Hospital não terão espaço na legenda para a disputa de 2026.
Os desdobramentos ainda são incertos, mas uma coisa é clara: o MDB de Rondônia entrou em rota de colisão interna, com reflexos diretos no cenário político estadual e nacional.






















