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Estudante de Rondônia realiza doação de medula óssea e incentiva população a salvar vidas

Esse é um dos casos, que demonstra o interesse do Governo de Rondônia em unir os elos de quem pode ajudar com quem precisa de ajuda, contribuindo, assim, para salvar vidas.
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Foi através da ação de conscientização promovida pela Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia – Fhemeron, que a estudante de medicina veterinária, do município de Rolim de Moura, Beatriz de Andrade Campos, 22 anos, despertou o interesse em ser doadora de medula óssea e em outubro ela realizou a doação. Esse é um dos casos, que demonstra o interesse do Governo de Rondônia em unir os elos de quem pode ajudar com quem precisa de ajuda, contribuindo, assim, para salvar vidas.

‘‘Tudo começou quando fui à feira agropecuária do Estado e visitei o stand do Fhemeron. Eu estava com duas amigas quando fomos gentilmente abordadas pela enfermeira, responsável pelo stand, ela nos perguntou se conhecíamos o Redome e se teríamos vontade de nos cadastrar. Lemos os critérios para ser voluntário de doação de medula, e não pensamos duas vezes, fizemos nosso cadastro. Depois disso, a enfermeira retirou uma pequena amostra de sangue (5ml) de cada uma e pronto, estávamos registradas’’.

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COMPATIBILIDADE

O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea – Redome, o qual Beatriz passou a fazer parte, reúne informações das pessoas que desejam doar medula óssea. A Fhemeron, assim como os demais Hemocentros públicos do Brasil, são responsáveis pela coleta de amostras para cadastramento no Redome. Além disso, a médica hemoterapeuta e responsável técnica da Fhemeron, Ana Carolina Gonzaga de Melo, explica que a fundação realiza campanhas para conscientizar as pessoas sobre a importância de fazer o cadastro da doação de medula óssea, o que atualmente é permitido fazer até os 35 anos.

Em março deste ano, Beatriz recebeu uma ligação informando ter uma possível compatibilidade para doação de medula óssea. Ela reforçou o interesse e após isso, a estudante fez uma nova coleta de amostra de sangue para testes. ‘‘Eu acho que o que mais me incentivou a ser doadora de medula óssea foi me colocar no lugar da família da pessoa, e que se fosse com a minha família eu iria querer muito que uma pessoa compatível fosse achada para ter a chance de salvar quem eu amo. Outra coisa também foi a oportunidade, pois eu me encontrava saudável, sem nenhum problema de saúde, jovem, disposta e com vontade de fazer uma boa ação. Então não tinha o porquê de não me cadastrar no Redome, foi algo que fiz sem hesitar’’, contou.

DOAÇÃO

No dia 4 de outubro, ela passou pelo procedimento de doação em Niterói, no Rio de Janeiro. Para a doação, a medula é retirada do interior dos ossos da bacia por meio de punções (Uso de uma agulha, por exemplo, para retirada do líquido do corpo) ou por aférese (separação dos componentes do sangue por centrifugação, por meio de um equipamento automatizado). A doação da Beatriz foi por aférese. ‘‘Fiquei deitada por cerca de cinco horas. Mas isso não me impedia de conversar, comer, dormir, assistir alguma coisa na TV. Em todo esse tempo tinha uma enfermeira me acompanhando. Eu não sei pra quem eu doei e nem quem recebeu a doação sabe quem doou. Só podemos nos conhecer depois de 1 ano e meio, para a possibilidade de realização de revelação de identidade entre paciente e doador. Agradeço muito a Deus por ter me escolhido para fazer essa ação tão nobre e tentar incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo’’.

BENEFICIADOS

Conforme o Redome, coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) e vinculado ao Ministério da Saúde, os principais beneficiados com o transplante são pacientes com leucemias originárias das células da medula óssea, linfomas, doenças originadas do sistema imune em geral, dos gânglios e do baço, e anemias graves (adquiridas ou congênitas). Outras doenças, não tão frequentes, também podem ser tratadas com transplante de medula, como as mielodisplasias, doenças do metabolismo, doenças autoimunes e vários tipos de tumores.

SEJA UM DOADOR!

‘‘Doar medula óssea é um ato sublime, e que não depende só da intenção, pois a compatibilidade é divina. Seja a esperança da vida de um paciente, de uma família. 1 em cada 100.000 tem a chance de ter compatibilidade. Aumente a chance dos pacientes que estão na lista de espera e não acharam a medula que irá salvá-los. Cadastre-se!’’, solicita a médica hemoterapeuta e responsável técnica da Fhemeron, Ana Carolina Gonzaga de Melo. A Fhemeron está localizada em Porto Velho, na Avenida Jorge Teixeira, n° 3766, Bairro Industrial. E também possui unidades distribuídas no Estado.

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