Após um julgamento que durou mais de 24 horas, o Tribunal do Júri da comarca de Pimenta Bueno (RO) condenou um homem a 60 anos, 3 meses e 10 dias de prisão por uma série de crimes violentos, incluindo o assassinato do enteado de 19 anos e tentativas de homicídio contra outras quatro pessoas.
O réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado e quatro tentativas de homicídio, sendo que o Conselho de Sentença considerou agravantes como motivo torpe e o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Os crimes julgados
🔹 Homicídio triplamente qualificado – Contra o enteado de 19 anos, que foi morto a tiros.
🔹 Tentativa de homicídio quadruplamente qualificado – Contra a companheira do réu.
🔹 Tentativa de homicídio quadruplamente qualificado – Contra a enteada.
🔹 Tentativa de homicídio triplamente qualificado – Contra um vizinho.
🔹 Tentativa de homicídio triplamente qualificado – Contra uma vizinha, que foi atingida no braço direito.
O réu também foi acusado de tentativa de homicídio contra outro enteado, mas nesse caso, foi absolvido pelo júri.
O crime
O crime ocorreu em março de 2024. De acordo com as investigações, a companheira do acusado passou mal no banheiro, sendo socorrida pelo filho de 19 anos. Ao chegar embriagado, o réu viu a cena e, acreditando falsamente que os dois tinham um caso, atirou no jovem, que morreu na hora.
Após o homicídio, o homem seguiu em um ataque descontrolado. A mãe da vítima tentou se abrigar na casa dos vizinhos, mas o agressor disparou contra a residência, atingindo uma moradora no braço direito. A situação só foi contida após a chegada da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, acionados pelos moradores da região.
Na casa do réu, as autoridades encontraram um arsenal de armas, incluindo uma espingarda e diversas munições. Ele foi preso no local e permaneceu detido até o julgamento.
Sentença e julgamento
O julgamento começou na manhã de 1º de abril e só foi concluído na tarde do dia 2 de abril. O júri reconheceu todas as acusações, resultando na pena de mais de 60 anos de reclusão.
A defesa do réu ainda não se manifestou sobre o caso.