Condenado às 17h10 e morto às 17h47: sindicato cobra esclarecimentos sobre morte de policial penal em Rondônia

De acordo com informações do processo judicial, a sentença condenatória foi registrada às 17h10. No entanto, às 17h47, cerca de 37 minutos depois, Fabrício Borges Mendes foi morto a tiros durante uma ação da Polícia Militar em sua residência.

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A morte do policial penal Fabrício Borges Mendes, ocorrida nesta terça-feira (10), em Porto Velho, levantou questionamentos após a divulgação de que ele havia sido condenado poucos minutos antes de morrer em julgamento relacionado a um crime ocorrido há cerca de 12 anos.

De acordo com informações do processo judicial, a sentença condenatória foi registrada às 17h10. No entanto, às 17h47, cerca de 37 minutos depois, Fabrício Borges Mendes foi morto a tiros durante uma ação da Polícia Militar em sua residência.

A sequência dos acontecimentos chamou atenção pela rapidez com que os fatos ocorreram.

Diante da situação, o Sindicato dos Policiais Penais e Agentes de Segurança Socioeducativos do Estado de Rondônia (SINGEPERON) divulgou uma nota cobrando esclarecimentos sobre as circunstâncias da ocorrência.

Segundo o sindicato, a proximidade entre a condenação judicial e a morte do policial penal levanta dúvidas que precisam ser devidamente apuradas pelas autoridades.

A entidade destacou que não defende qualquer tipo de impunidade, mas reforçou que situações que resultam em morte devem ser investigadas com transparência e responsabilidade.

Histórico de violência na família

Outro fato que chama atenção no caso é que a família já havia sido marcada por uma tragédia anos antes.

O irmão de Fabrício, o policial penal André Borges Mendes, de 36 anos, foi executado em 2018 no município de Vilhena (RO). Na ocasião, ele foi morto com três tiros nas costas enquanto estava no pátio de um posto de combustíveis da cidade.

O caso teve grande repercussão à época e reforça o histórico de violência que atingiu a família.

Apuração

O SINGEPERON informou que continuará acompanhando o caso e defende que os fatos sejam esclarecidos por meio de uma apuração completa e transparente, para que sejam conhecidas todas as circunstâncias que levaram à morte do policial penal.

Até o momento, as autoridades ainda devem apresentar informações detalhadas sobre a ocorrência.

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