EM LINHA RETA – Morte após sentença, 37 minutos que levantam muitas perguntas – Por Alan Drumond

Algumas histórias deixam mais perguntas do que respostas. E o caso envolvendo a morte do policial penal Fabrício Borges Mendes parece ser exatamente assim.

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Alan Drumond

Algumas histórias deixam mais perguntas do que respostas. E o caso envolvendo a morte do policial penal Fabrício Borges Mendes parece ser exatamente assim.

Nesta terça-feira (10), a Justiça registrou às 17h10 a condenação de Fabrício por um crime ocorrido há cerca de 12 anos, relacionado à morte de um policial militar.

Até aí, o desfecho era judicial.

Mas o que aconteceu depois chamou atenção.

Às 17h47, apenas 37 minutos depois da sentença, Fabrício estava morto após uma ação da Polícia Militar em sua residência.

Trinta e sete minutos.

É pouco tempo. Muito pouco.

O suficiente para levantar uma pergunta que hoje ecoa entre colegas de profissão, familiares e até dentro do próprio sistema de segurança pública: como tudo aconteceu tão rápido?

Não se trata aqui de defender culpados ou inocentes. Muito menos de fazer acusações sem provas. O que se questiona é a sequência dos fatos.

Tão incomum que o Sindicato dos Policiais Penais e Agentes de Segurança Socioeducativos do Estado de Rondônia (SINGEPERON) resolveu cobrar explicações oficiais.

O sindicato quer entender as circunstâncias da ocorrência e pede uma apuração completa.

E há um detalhe que torna essa história ainda mais pesada.

Essa não foi a primeira tragédia na família.

Em 2018, o irmão de Fabrício, o policial penal André Borges Mendes, foi executado com três tiros nas costas no pátio de um posto de combustíveis em Vilhena.

Dois irmãos.
Dois policiais penais.
Duas mortes violentas.

Coincidência? Circunstâncias? Fatalidade?

Talvez.

Mas quando fatos assim acontecem, o silêncio nunca é a melhor resposta.

O que a sociedade espera agora é simples: explicações claras.

Porque, no fim das contas, 37 minutos podem parecer pouco no relógio… mas são tempo suficiente para levantar muitas dúvidas.

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