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DIZIMADOS – Morte em Porto Velho de último índio de tribo milenar completa dois anos

A etnia já existia em RO há dois mil anos antes de Cristo
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A morte do último índio originário da milenar etnia Juma completa dois anos nesta sexta-feira (17).

De idade indefinida e identificado apenas pelo nome de Aruká, o último índio Juma faleceu vítima de COVID-19 após ficar duas semanas internado na UTI de uma unidade médica em Porto Velho, capital de Rondônia.

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Vivendo na área da região amazônica atualmente correspondente ao estado de Rondônia, a etnia Juma tem o início de sua existência datada em dois mil anos antes de Cristo.

Em vida, Aruká lutou pelo reconhecimento de sua etnia pelo Governo brasileiro. No ano de 2004 conquistou na Justiça a devolução de uma área de 38.000 hectares de terra pertencentes ao seu povo que estava reduzido a algumas dezenas de índios.

Até o século XVII a população Juma que vivia na Amazônia rondoniense era superior à 15 mil pessoas. Porém, as colonizações europeias e mais recentemente o desmatamento da Amazônia, aliado a ação do garimpo ilegal, levou o extermínio desse povo nativo brasileiro.

A morte de Uruká em decorrência da COVID-19 foi denunciado por organizações de defesa dos povos indígenas como resultado de incompetência ou indiferença deliberada das autoridades públicas responsáveis pela preservação das comunidades indígenas durante o período da pandemia.

“Morreu o último sobrevivente do povo Juma. O governo brasileiro mais uma vez se mostrou incompetente por meio de uma omissão criminosa. Aruká foi assassinado pelo governo”, afirmou a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB em nota emitida na época.

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