O ex-governador de Rondônia, Ivo Cassol (PP), e o ex-senador Acir Gurgacz (PDT) terão que aguardar mais tempo para que seus futuros políticos sejam definidos. O Projeto de Lei Complementar 192/2023, que trata da uniformização do prazo de inelegibilidade para políticos condenados ou cassados, não foi incluído na pauta de votação, frustrando a expectativa de muitos que acompanhavam de perto a tramitação do projeto.
A proposta, caso fosse aprovada, estabeleceria que políticos condenados ou cassados ficassem inelegíveis por oito anos, independentemente do cumprimento da pena. Esse novo prazo poderia permitir que Cassol e Gurgacz retornassem ao cenário eleitoral mais cedo. No caso de Cassol, sua inelegibilidade vai até 2028, após ser condenado pelo STF por crimes relacionados a fraudes em licitações. Já Acir Gurgacz, também condenado pelo STF, teria seu impedimento para concorrer a cargos públicos até 2030, conforme as regras vigentes.
Se a proposta tivesse sido aprovada, Ivo e Acir poderiam ser beneficiados, pois o novo texto possibilitaria o retorno à política mais rapidamente. Porém, com a retirada do projeto da pauta, o sonho de retorno dos dois ex-políticos foi adiado novamente. O futuro político de ambos agora depende de uma nova data de apreciação da matéria, ainda sem previsão.
A questão da inelegibilidade segue sendo tema de discussões no meio político, com grande impacto para figuras como Cassol e Gurgacz, que aguardam novas oportunidades para retomar sua carreira pública.