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Banco Central estuda revisar regra de correção da poupança

Mudança deverá ser "faseada" e "lenta", explicou o presidente do BC, Roberto Campos Neto, em evento do mercado imobiliário

26/10/2016. Crédito: André Violatti/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. O Esquadrão Anti-bomba da Polícia Militar foi acionado para verificar uma suspeita de ameaça de bombas, na sede do Banco Central, em Brasília.

O Banco Central (BC) estuda rever a regra de correção da caderneta de poupança.

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A proposta foi revelada pelo próprio presidente do BC, Roberto Campos Neto, em evento promovido no último dia 26 pelo Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP).

“A gente tem estudado muito o tema da poupança. Existe obviamente uma vontade de fazer mudanças”, afirmou ele.

Segundo Campos Neto, a mudança deverá ser gradual (ou seja, em fases) e passaria por uma consulta pública. A proposta é anunciar uma fórmula mais “hedgeável” e casada com a destinação dos recursos.

“A poupança tem várias conexões de direcionamento, o que faz com que a mudança seja bastante traumática. Você tem que fazer faseada, numa forma bastante lenta, porque, senão, você pode criar ruptura em ‘funding’ e algumas coisas”, explicou o presidente do BC.

“Como é mudança bastante profunda, precisa, muito provavelmente, ser feita com consulta pública, escutando a todos, para ter certeza que a gente vai fazer uma coisa que vai beneficiar o setor financeiro”, prosseguiu Campos Neto.

Hoje, a remuneração da caderneta de poupança é de 70% da taxa Selic ao ano (atualmente em 7,75%), mais a variação da Taxa Referencial (TR), que está zerada.

O economista Roberto de Oliveira Campos Neto, indicado pela presidência da República para o cargo de presidente do Banco Central, durante sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado

Caso a meta da Selic ultrapasse os 8,5%, o rendimento adicional da poupança passará a ser de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nos próximos dias 7 e 8 para decidir sobre a taxa Selic. Na ata da última reunião, quando a taxa básicas de juros subiu de 6,15% para 7,75% ao ano, o órgão anteviu outro ajuste da “mesma magnitude”.

“Com a Selic em 2%, estávamos preocupados com a migração alta para a poupança. Com a taxa de juros subindo, temos preocupação com a saída de recursos da poupança”, ponderou Campos Neto no evento virtual.

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