Conselho tutelar resgata menino após mãe ameaçar colocar fogo nele

Uma mãe passou a ser investigada pela Polícia Civil depois de dizer que iria atear fogo no próprio filho se ele continuasse vivendo com ela

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METROPOLES

Conselho tutelar resgata menino após mãe ameaçar colocar fogo nele

Uma mãe passou a ser investigada pela Polícia Civil de Goiás depois de dizer que iria atear fogo no próprio filho se ele continuasse vivendo com ela. A criança foi resgatada pelo conselho tutelar e entregue à assistência social. O caso ocorreu no último domingo (6/3), em Gouvelândia, a 305 km da capital, no sudoeste do estado.

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De acordo com a Polícia Militar (PM), o conselho tutelar chamou a corporação dizendo que a mãe enviou um áudio para um representante da unidade. A mulher teria afirmado que não queria mais o filho. Segundo ela, o menino era muito teimoso, motivo pelo qual não conseguiria educá-lo.

Além disso, de acordo com as informações repassadas pela PM, a mãe teria alegado ao conselho tutelar que havia repassado a tutela da criança a uma irmã dela, tia materna do garoto.

Fogo
Em seguida, um conselheiro tutelar ligou para a tia da criança para entender a situação. Nesse momento, o profissional ouviu a mãe dizer ao fundo:

“Se ele [o menino] voltar para casa, vou colocar fogo nele”.

Logo em seguida, o conselheiro tutelar foi até a residência da mãe e resgatou a criança. Ele não apresentava qualquer lesão, mas deve ir para um abrigo.

Usuária
A Polícia Civil informou que a mulher é usuária de drogas, está grávida e já teve nove filhos. Um deles teria morrido. Todas as demais oito crianças vivem com outras pessoas, como irmãs, conhecidos e amigos.

A tia do menino, segundo a investigação, já cuida de dois filhos da mãe dele e não tem condições de criar mais sobrinhos.

O filho ameaçado está sob a supervisão de uma assistente social, enquanto não for para um abrigo. A mãe dele está proibida de se aproximar da casa da tia das crianças, onde estão os outros dois filhos.

A Polícia Civil vai instaurar um inquérito contra a mulher, possivelmente, por abandono de incapaz. A mulher ainda não foi ouvida.

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