A Câmara Municipal de Ji-Paraná decidiu blindar o vereador William Cândido (Republicanos). Em uma votação que escancarou o racha interno da Casa, 11 parlamentares rejeitaram, nesta terça-feira (9), a cassação do colega acusado de se masturbar em via pública diante de uma jovem e de importuná-la por mensagens. Apenas quatro vereadores votaram pela perda do mandato. O caso, ocorrido em outubro, segue marcado por forte repercussão pública, enquanto Cândido insiste em negar tudo.
O boletim de ocorrência é direto: a jovem estava sentada em frente à própria residência quando o vereador teria se aproximado, abaixado as calças e começado a se masturbar, fazendo gestos explícitos direcionados a ela. A denúncia também relata que, antes e depois do episódio, o parlamentar enviava mensagens de texto com teor incômodo e constrangedor.
A polícia registrou que, ao ser levado para a Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), Cândido exalava “forte odor etílico”, apresentava fala desordenada e mal conseguia se equilibrar. Mesmo assim, o vereador classificou toda a situação como “infundada” e fruto da ação de um “grupo organizado e mal-intencionado”.
O resultado da votação coloca a Câmara no centro da crise — e deixa sem resposta a principal pergunta da população: por que um caso tão grave não foi suficiente para afastar o parlamentar?























