A Câmara Municipal de Vilhena tem chamado a atenção pelos altos gastos com salários e diárias de viagens pagas aos vereadores, em contraste com as dificuldades enfrentadas pela população em áreas como infraestrutura urbana e saúde pública. O levantamento dos dados revela que, ao longo de 2025, os custos com o Legislativo municipal alcançaram valores expressivos, gerando questionamentos sobre a destinação dos recursos públicos.
Atualmente, Vilhena possui 13 vereadores. Desses, cinco integram a Mesa Diretora e recebem salário mensal de R$ 12 mil, enquanto os outros oito parlamentares recebem R$ 11 mil cada. Somados os vencimentos, o pagamento de 13º salário e férias, o custo anual com os vereadores chega a R$ 2.421.250,00.
Somente os cinco membros da Mesa Diretora representam uma despesa de aproximadamente R$ 840 mil por ano. Já os demais oito vereadores custam cerca de R$ 1.232.000,00 aos cofres públicos. Além dos salários, os gastos com diárias de viagens oficiais também se destacam. Em apenas um ano, foram pagos R$ 349.250,00 em diárias aos parlamentares.
Entre os vereadores que mais receberam diárias estão Rose da Saúde, com R$ 44.800,00, Jander Rocha, com R$ 39.350,00, e Anderson Motorista, com R$ 36.900,00. Os valores incluem viagens para compromissos institucionais, cursos e reuniões fora do município.
Para efeito de comparação, o prefeito Flori Cordeiro gastou R$ 45.500,00 em diárias no mesmo período, enquanto o vice-prefeito Aparecido Donadoni utilizou R$ 21.100,00. Já o total de diárias da Prefeitura de Vilhena em 2025 foi de R$ 859.465,00, sendo quase metade desse valor atribuída exclusivamente aos gastos da Câmara Municipal.
Os números reacendem o debate sobre a necessidade de maior controle e transparência nos gastos públicos, especialmente em um município com cerca de 110 mil habitantes e renda média aproximada de R$ 2.600,00.





















