Quem acreditou que o pior do inverno amazônico já havia passado se enganou. A partir desta semana, Rondônia e Acre devem enfrentar um novo e mais severo período de instabilidade climática, com chuvas torrenciais, ventos que podem chegar a 100 km/h, além de fortes descargas elétricas, raios e trovões.
De acordo com previsões meteorológicas, os temporais começam a se intensificar a partir da madrugada desta quarta-feira e devem seguir até o final de semana, elevando significativamente os riscos de alagamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e acidentes provocados por descargas atmosféricas.
Rios em elevação acendem alerta em várias cidades
Outro fator que preocupa autoridades e moradores é a rápida elevação dos níveis dos rios em diferentes regiões do estado. Em cidades como Porto Velho, Ji-Paraná e Jaru, os rios que cortam os municípios vêm subindo de forma acelerada.
Em Jaru, a prefeitura já se prepara para uma nova cheia, com medidas preventivas para minimizar danos à população ribeirinha. Na capital, o Rio Madeira segue em elevação constante. Embora as chuvas locais tenham impacto limitado, o maior volume de água vem da Bolívia, onde temporais intensos atingem as regiões das nascentes do rio.
Área interditada e Defesa Civil em alerta
Em Porto Velho, no tradicional bairro Cai N’Água, a prefeitura foi obrigada a interditar uma rua às margens do Rio Madeira após o surgimento de um ponto de desbarrancamento, que representa risco iminente para veículos e pedestres.
Diante do cenário, a Defesa Civil já está mobilizada, monitorando áreas de risco e preparando ações emergenciais para enfrentar possíveis ocorrências nos próximos dias.
População deve redobrar cuidados
As autoridades alertam que a população deve evitar áreas alagadas, manter distância de árvores durante temporais, não se abrigar sob estruturas metálicas durante descargas elétricas e acompanhar os comunicados oficiais.
O inverno amazônico segue mostrando sua força, e a recomendação é clara: atenção redobrada e preparação para enfrentar mais um período crítico de chuvas intensas na região.





















