Uma trajetória profissional marcada pelo sucesso. Médico de alto gabarito, Hiran Galo foi o primeiro rondoniense a alcançar o mais alto posto de honra da medicina brasileira, a presidência do Conselho Federal de Medicina (CFM). No entanto, nos últimos dias, acabou colocando seu prestígio em xeque ao se tornar alvo de forte desgaste político e institucional, passando a figurar sob a atenção do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente do ministro Alexandre de Moraes.
Apoiador declarado das pautas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Hiran Galo anunciou a abertura de uma sindicância no âmbito do CFM para apurar o atendimento médico prestado a Bolsonaro, que se encontra preso por condenação judicial. A iniciativa, porém, esbarrou na ausência de prerrogativa legal, já que o Conselho não detém competência correcional sobre a Polícia Federal ou seus agentes.
O gesto acabou transformando o presidente do CFM, de forma quase imediata, em alvo político do atual governo e de setores da esquerda brasileira, além de provocar um desgaste significativo à instituição que representa.
Na mira do ministro Alexandre de Moraes, Hiran Galo passou a enfrentar um processo de “fritura” pública, ganhando destaque negativo na mídia nacional. Um dos episódios mais emblemáticos foi a reportagem publicada pelo portal Metrópoles, que revelou o recebimento de mais de R$ 2 milhões em verbas indenizatórias ao longo de sua gestão à frente do Conselho.
O cenário se tornou ainda mais delicado para Hiran Galo, que agora figura como um dos novos alvos preferenciais da esquerda brasileira, em um embate que mistura política, instituições e protagonismo nacional, com desfecho ainda imprevisível.





















