Corrida eleitoral redesenha cenário em Rondônia e muda planos da bancada federal

Outros ainda avaliam caminhos alternativos, o que pode alterar profundamente a composição da bancada rondoniense em Brasília.

O tabuleiro político de Rondônia para as eleições que se aproximam começa a ganhar contornos mais claros — e com mudanças significativas. Entre os atuais deputados federais, pelo menos dois já estão fora da disputa pela reeleição, optando por voos mais altos. Outros ainda avaliam caminhos alternativos, o que pode alterar profundamente a composição da bancada rondoniense em Brasília.

Deputados que mudam de rota

Já é dado como certo que Sílvia Cristina e Fernando Máximo, este último o mais votado no pleito de quatro anos atrás, não disputarão a reeleição. Ambos devem entrar na corrida por uma das duas vagas ao Senado Federal.

Outro nome que ainda não definiu seu futuro é Maurício Carvalho. Ele mantém conversas sobre a possibilidade de compor uma chapa majoritária ao Governo do Estado. Paralelamente, também circula nos bastidores a hipótese de sua irmã, Mariana Carvalho, disputar uma das cadeiras ao Senado.

Quem tenta permanecer na Câmara

Entre os que já decidiram seguir na Câmara Federal, Cristiane Lopes vai em busca do segundo mandato. Coronel Chrisóstomo tenta a terceira reeleição, enquanto Lúcio Mosquini trabalha para alcançar o quarto mandato consecutivo como representante de Rondônia no Congresso Nacional.

De Ariquemes, dois nomes entram na disputa para manter suas cadeiras: Thiago Flores e Rafael Fera. No caso de Fera, a trajetória é peculiar: ele ocupa o mandato há pouco tempo, após assumir a vaga deixada por Eurípedes Lebrão, que perdeu o cargo com a mudança das regras eleitorais entre o primeiro e o segundo turno da legislatura.

Senado: cenário mais definido

No Senado, apenas Jaime Bagattoli vive um cenário totalmente tranquilo. Ele ainda tem quatro anos garantidos de mandato e não entra na disputa agora.

Marcos Rogério, seu correligionário, deixou claro que o foco é outro: a disputa pelo Governo de Rondônia, afastando, ao menos por enquanto, a ideia de tentar a reeleição ao Senado.

Quem, por outro lado, trabalha intensamente para permanecer em Brasília por mais oito anos é Confúcio Moura. Alinhado politicamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Confúcio busca se consolidar como o principal nome da esquerda rondoniense na disputa pela renovação do mandato.

Um cenário em aberto

Com desistências, mudanças de planos e articulações ainda em curso, o cenário eleitoral de Rondônia segue em aberto e altamente dinâmico. A definição final das chapas majoritárias e proporcionais deverá trazer novos movimentos e, possivelmente, mais surpresas.

A grande pergunta que fica é: quem conseguirá transformar estratégia em votos e chegar fortalecido às urnas? A resposta só virá com o avançar do calendário eleitoral — e das articulações nos bastidores.

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