O resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) expôs fragilidades no ensino superior de saúde no Brasil. O levantamento indica que três em cada dez faculdades tiveram desempenho insatisfatório, com a maioria dos alunos sem alcançar a nota mínima. Instituições municipais e privadas com fins lucrativos concentram os piores índices.

Especialistas e entidades médicas defendem que o fortalecimento da regulação e da fiscalização é o caminho para garantir a qualidade dos novos profissionais. Para a professora Eliana Amaral, da Unicamp, é fundamental que o sistema de regulação estabeleça planos de trabalho rígidos para as instituições, garantindo que o compromisso com a formação prática seja cumprido.
A Associação Médica Brasileira (AMB) aponta que a abertura acelerada de cursos nos últimos anos colocou em risco o ensino prático. Segundo o presidente da entidade, César Eduardo Fernandes, cidades sem infraestrutura hospitalar adequada não deveriam sediar escolas de medicina, pois o aprendizado depende diretamente do contato direto com pacientes em cenários reais.
O Ministério da Educação anunciou que aplicará sanções contra as faculdades com baixas pontuações. Enquanto isso, o Conselho Federal de Medicina reforça o pedido para a criação de um exame de proficiência obrigatório para a concessão do registro profissional, visando assegurar a segurança da população no atendimento médico.





















