Durante participação no programa Papo de Redação, transmitido pela Parecis FM de segunda a sexta-feira ao meio-dia, a dra. Tânia Sena, reconhecida há anos pela atuação junto aos trabalhadores do garimpo, descreveu um cenário preocupante vivido por milhares de famílias que dependem diretamente da atividade para sobreviver.

Segundo ela, operações recentes resultaram na destruição de embarcações, balsas e dragas utilizadas no trabalho, equipamentos que, em muitos casos, também serviam como residência para os garimpeiros e suas famílias. A consequência imediata, de acordo com o relato, foi a perda total dos bens e da principal fonte de sustento de centenas de pessoas.
A estimativa apresentada aponta que mais de 15 mil famílias podem ser diretamente impactadas pela paralisação das atividades. Ao todo, cerca de 60 mil pessoas estariam diante de um cenário de incerteza, sem alternativa imediata de renda e com dificuldades para manter o próprio sustento.
Tânia Sena destacou que a fiscalização é necessária e importante para organizar o setor, proteger o meio ambiente e garantir que o trabalho seja realizado dentro da legalidade. No entanto, defendeu que as ações devem ocorrer com planejamento e respeito aos trabalhadores que dependem da atividade para viver.
Ela também chamou atenção para o risco social causado pela interrupção repentina do trabalho, alertando que muitas dessas pessoas não possuem outra fonte de renda e podem passar a depender exclusivamente de auxílios governamentais para sobreviver.
O tema levanta um debate mais amplo sobre a necessidade de equilíbrio entre a atuação fiscalizatória do Estado e a realidade econômica de milhares de famílias que vivem do garimpo. A defesa apresentada é de que o combate às irregularidades seja feito de forma organizada, com orientação e alternativas para quem atua na atividade, evitando impactos sociais ainda mais profundos.





















