A violência voltou a assustar Porto Velho e todo o estado de Rondônia na noite da última sexta-feira, após o assassinato de uma professora dentro de uma sala de aula em uma instituição de ensino superior. O caso provocou indignação, tristeza e uma sensação coletiva de insegurança diante da brutalidade do crime.

A vítima, Juliana Mattos Santiago, tinha cerca de 40 anos e conciliava duas carreiras: era professora universitária e também escrivã da Polícia Civil. Conhecida pela dedicação ao trabalho e ao ensino, construiu uma trajetória marcada pelo esforço, pelos estudos e pelo compromisso com a formação de novos profissionais do Direito.
Segundo as primeiras informações, ela foi atacada com golpes de faca dentro da própria sala de aula por um estudante. A cena chocou colegas, alunos e funcionários da instituição. A professora ainda foi socorrida e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos.
Até o sábado à tarde, as circunstâncias e a motivação do crime ainda não estavam totalmente esclarecidas. Entre as hipóteses levantadas inicialmente, estariam uma possível revolta por conta de uma nota baixa em avaliação acadêmica ou até mesmo a existência de algum tipo de relação pessoal entre vítima e agressor. No entanto, todas as versões seguem sob investigação e somente o trabalho da polícia deverá confirmar o que de fato ocorreu.
O impacto da tragédia foi imediato no meio universitário e na sociedade rondoniense. O episódio gerou comoção generalizada, especialmente pela forma fria e violenta como tudo aconteceu, dentro de um ambiente que deveria ser sinônimo de aprendizado e segurança.
O deputado federal Maurício Carvalho, ligado à instituição, manifestou publicamente seu pesar, destacando o sentimento de choque e profunda tristeza diante da perda. Ele também expressou o desejo de que o caso seja rigorosamente apurado e que a Justiça seja feita.
Em nota oficial, o empresário e fundador da faculdade, Aparício Carvalho, repudiou o crime e afirmou que medidas estão sendo tomadas diante da gravidade do ocorrido. A instituição acompanha o caso e presta apoio à comunidade acadêmica neste momento de dor.
A morte de Juliana Mattos Santiago deixa uma lacuna irreparável entre colegas, alunos e familiares. Mais do que isso, reacende um debate necessário sobre segurança dentro de ambientes educacionais e sobre os sinais de desequilíbrio que, quando ignorados, podem resultar em tragédias.





















