Um momento como esse, além de ser trabalhoso e cansativo pela quantidade de burocracias e preocupações, é especialmente impactante no psicológico de todos os envolvidos. Por isso, ao buscar uma clínica de recuperação para dependência química, álcool, psiquiatria e outras, é importante avaliar qual o suporte que ela oferece.

O que buscar em uma clínica de reabilitação?
A dependência química é uma doença crônica do cérebro e deve ser tratada como tal. Entre suas características sintomáticas estão: perda de controle sobre o uso da substância, alteração dos aspectos físicos, mentais e sociais, muitas vezes associada a transtornos psiquiátricos como depressão e ansiedade.
Considerando quadros como esse, na hora de procurar um estabelecimento que ajude na melhora dessa condição, é importante observar localização, instalações, se a clínica oferece tratamento multidisciplinar que envolve psicoterapia, medicamentos e suporte social para controle e reabilitação, além dos gastos associados.
Clínicas Vida Nova
Essa é uma organização especializada em direcionar, auxiliar e encaminhar para a internação e tratamento dependentes químicos e alcoolistas. As clínicas de reabilitação da Vida Nova aceitam plano de saúde e são todas monitoradas pelo Grupo Domingues, adequadas à regulamentação da Anvisa.
As clínicas cadastradas possuem profissionais experientes e especializados em internação de alcoólatras e dependentes químicos, e instalações confortáveis, adequadas para cada modalidade de tratamento. Todas estão localizadas em São Paulo e se encontram em:
- Taubaté
- Itú
- Juquitiba
- Suzano
- Atibaia
- Campo Limpo
- Itapecerica da Serra
- Diadema
- Campo Grande
No site clinicasvidanova.com.br é possível ver as instalações e entrar em contato com a equipe.
Além de tratar a dependência química, as comorbidades associadas também devem ser vistas como prioridade. Seja ansiedade, depressão ou outro desafio, as equipes das clínicas que fazem parte da Vida Nova estão preparadas para ajudar os pacientes a encontrarem mais equilíbrio e bem-estar no dia a dia.
Como os transtornos psicológicos estão associados à dependência de álcool e drogas?
A dependência química raramente acontece de forma “isolada”. Grande parte das pessoas que procuram de forma recorrente a bebida ou as drogas, procuram como forma de aliviar o sofrimento emocional. Colocando em termos assim, o “sofrimento emocional” pode parecer se referir apenas a casos muito graves, mas de “aliviar a tensão de um dia de trabalho” para “precisar beber para conseguir relaxar” o caminho é curto.
Muitas vezes, o que funcionava como um recurso pontual vira um atalho repetido. Isso pode abrir espaço para um ciclo de dependência, especialmente quando há ansiedade, depressão, trauma ou outras dificuldades psicológicas por trás. A saúde mental dita como levamos a vida, inclusive antes, durante e depois de tratamentos para dependência química.
Álcool, drogas e estimulantes: fatores que levam à dependência
Substâncias químicas são usadas para alterar o estado em que a pessoa se encontra: para aliviar, para “soltar”, para simular alegria e outras. Muitas vezes, esses efeitos são “aprendidos” como uma solução para problemas como:
O álcool pode trazer a sensação de reduzir a ansiedade no curto prazo
O álcool é um depressor do sistema nervoso central. Na prática, ele “desacelera” algumas funções do cérebro ao reduzir a ação do glutamato e aumentar a ação de um neurotransmissor chamado GABA. Assim, a pessoa pode sentir relaxamento, menos tensão corporal, menos agitação mental.
No começo, o álcool pode parecer um “ansiolítico social”, mas quando o corpo metaboliza essa substância, acontece o chamado “efeito rebote”, gerando mais ansiedade, irritabilidade, sono ruim, taquicardia ou inquietação.
Estimulantes podem reduzir cansaço/apagamento emocional
Cocaína, anfetaminas e alguns derivados aumentam a atividade de neurotransmissores ligados a energia, atenção e motivação, especialmente a dopamina e a noradrenalina, responsáveis, respectivamente, por aumentar sensação de motivação/recompensa e deixar o corpo em alerta, com menos sono, mais disposição e o coração mais acelerado.
E quando o efeito passa, a pessoa sofre uma queda brusca dessas sensações, se sentindo esgotada, com sintomas depressivos, emocionalmente “anestesiado” (sem sentir prazer, sem energia), com insônia e até paranoia.
Drogas aumentam a dopamina
A dopamina é um neurotransmissor muito ligado ao aprendizado por recompensa, fundamental para humor e foco, e envolvida no controle motor e funções cognitivas. Essa substância ajuda o cérebro a marcar algo como importante e repetível.
Quando você come algo gostoso, cria um vínculo com alguém, completa uma tarefa e outras atividades que geram uma recompensa emocional, a dopamina sobe de forma moderada e o cérebro aprende: “isso vale a pena”. Muitas drogas fazem a dopamina subir de forma rápida e intensa, muito acima do natural, e o cérebro registra a atividade não como “vale a pena”, mas como prioridade.
Como isso vira um registro no cérebro, situações que geram gatilhos aumentam a vontade de ter aquela sensação que foi registrada. Com a frequência no uso, a pessoa começa a desenvolver uma tolerância àquela substância, precisando de mais para sentir o mesmo efeito. Por isso, coisas que antes davam prazer (comida, hobbies, relações) podem parecer sem graça perto do pico artificial.
À soma de tudo isso, quando uma pessoa tem ansiedade, sente uma tristeza persistente, possui um trauma, estresse crônico e condições similares, o cérebro naturalmente busca alívio e regulação; e é aí que álcool e outras drogas podem parecer uma solução rápida. Tratar a dependência vai muito além de tratar o consumo; exige um olhar atento ao que a pessoa sente e como a substância atua no corpo e no cérebro.





















