As fortes chuvas que têm atingido Rondônia nas últimas semanas voltaram a colocar em evidência antigos problemas de infraestrutura, principalmente em Porto Velho e em cidades do interior. Ruas alagadas, dificuldade de tráfego e risco de enchentes em áreas ribeirinhas reacendem o debate sobre drenagem urbana, manutenção de vias e ações preventivas do poder público.

Moradores de diversos bairros da capital relatam transtornos recorrentes sempre que o volume de chuva aumenta. Em algumas regiões, o acúmulo de água impede a circulação de veículos e compromete o acesso a serviços básicos, afetando a rotina de trabalhadores, estudantes e comerciantes. No interior, a situação também preocupa, com estradas vicinais prejudicadas e dificuldade no escoamento da produção rural.
O período chuvoso, comum nesta época do ano, costuma trazer impactos previsíveis, mas a população cobra medidas mais efetivas para minimizar os danos. Entre as principais demandas estão a limpeza de canais e bueiros, obras de drenagem, recuperação do asfalto e atenção especial às áreas historicamente atingidas por alagamentos.
Outro ponto de preocupação é o nível dos rios, que tende a subir gradualmente com o avanço das chuvas. Comunidades ribeirinhas já acompanham a situação com cautela, temendo a repetição de cenários críticos registrados em anos anteriores, quando muitas famílias precisaram deixar suas casas temporariamente.
Especialistas destacam que o problema não se resume apenas à quantidade de chuva, mas também ao crescimento urbano desordenado e à falta de planejamento estrutural adequado ao longo dos anos. A impermeabilização do solo, aliada à falta de manutenção em sistemas de drenagem, agrava o escoamento da água e contribui para os pontos de alagamento.
Diante disso, cresce a expectativa por ações rápidas e eficientes por parte das autoridades, tanto na resposta imediata aos transtornos quanto no planejamento de soluções definitivas. Para a população, a sensação é de que o problema se repete a cada inverno amazônico, reforçando a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura e prevenção.
Enquanto o período chuvoso segue, a recomendação é de atenção redobrada, especialmente para quem vive em áreas mais vulneráveis. A esperança é que, além das medidas emergenciais, este momento sirva como alerta para que políticas públicas estruturantes saiam do papel e tragam mais segurança e qualidade de vida para os rondonienses.





















