Rondônia pode não estar no eixo Rio-São Paulo. Pode não ter as maiores cotas de televisão. Pode não ter estádios monumentais. Mas tem algo que dinheiro nenhum compra: orgulho.
A vitória do Ji-Paraná no Biancão não foi apenas um resultado esportivo. Foi um recado. Um lembrete de que o futebol rondoniense existe, resiste e insiste. Enquanto muita gente olha para o Norte como figurante nas competições nacionais, nossos clubes entram em campo com orçamento enxuto, folha apertada e uma responsabilidade enorme nas costas: representar um Estado inteiro.
O que se viu foi organização, disciplina tática e vontade. E isso não é acaso. É trabalho. É superação. É atleta que treina sabendo que não terá manchetes nacionais, mas que joga como se estivesse numa final de Libertadores.
A verdade é que Rondônia precisa parar de duvidar de si mesma. O futebol é reflexo disso. Quando acreditamos, competimos. Quando competimos, mostramos que não somos coadjuvantes.
O próximo adversário pode ter tradição maior. Pode ter mais torcida. Pode ter mais investimento. Mas não terá algo que aqui sobra: raça.
E isso, meu amigo, decide jogo.
Porque no fim das contas, quem entra em campo não é o orçamento. É o time.
E Rondônia tem time.
Alan Drumond é jornalista, especialista em Ciência Política e editor-chefe do portal JH Notícias.





















