Após mais de uma década de espera por justiça, o Tribunal do Júri de Vilhena condenou, nesta segunda-feira (6), João J. L. pelo assassinato do sitiante Alcídio Woll. O crime, ocorrido em agosto de 2013, chocou a região pela brutalidade e pela motivação fútil. João, que atuou como executor, foi sentenciado a 15 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado, envolvendo motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O corpo de Alcídio, que tinha 58 anos na época, foi encontrado submerso em um rio na área rural de Vilhena, com marcas de tiros de espingarda nas costas e na face. As investigações revelaram que o assassinato foi planejado por Wilson R., sobrinho de Alcídio. O motivo do crime teria sido o descontentamento de Wilson após ser repreendido pelo tio, já que o seu gado invadia constantemente a propriedade da vítima.
O caso foi marcado por anos de buscas e fugas. Wilson, o mandante, foi condenado em 2018 a 16 anos de prisão, mas permaneceu foragido até maio de 2024, quando foi localizado em uma chácara no Paraná. Já o executor, João, foi capturado apenas recentemente em Campo Grande (MS), onde utilizava uma identidade falsa para tentar despistar as autoridades. Apesar da condenação imediata nesta semana, a magistrada concedeu ao réu o direito de recorrer da sentença em liberdade.
A conclusão do julgamento traz um desfecho para a família, que aguardava a responsabilização total dos envolvidos desde o desaparecimento de Alcídio em um final de semana de agosto. O processo destaca a persistência das forças de segurança de Rondônia em localizar foragidos, mesmo após tantos anos. A condenação de João encerra o ciclo jurídico de um dos crimes de pistolagem mais longos da crônica policial de Vilhena, reafirmando que o tempo não garante a impunidade.






















