O policial militar Thiago Gabriel Levino Amaral será julgado pelo Tribunal do Júri na quarta-feira (8), em Porto Velho. Ele é acusado de matar o também policial militar Elder Neves de Oliveira, em janeiro de 2023.
Segundo a investigação, Elder foi morto com dois tiros na cabeça. O crime foi motivado por uma briga entre os dois durante uma festa, algumas semanas antes. Testemunhas contaram que, depois de ser repreendido por Elder, Thiago disse que iria matá-lo.
Em depoimento, Thiago afirmou que havia consumido bebida alcoólica e medicamentos na noite do crime. Ele disse que não se lembra do que aconteceu e que só soube da morte de Elder quando estava na Corregedoria da Polícia Militar.

Ao decidir que o caso deve ir a julgamento, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri entendeu que há provas de que o crime aconteceu e indícios de que Thiago pode ser o autor. O juiz também determinou que o policial continue preso até o julgamento.
A defesa pediu um exame para avaliar a sanidade mental de Thiago e também solicitou a retirada das qualificadoras do crime. Os dois pedidos foram negados nesta fase do processo.
➡️ Foram mantidas as três qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público: motivo fútil, meio cruel e uso de um recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo o juiz, caberá aos jurados decidir, durante o julgamento, se essas circunstâncias ficaram comprovadas.
O jornal entrou em contato com a defesa do acusado, até a última atualização desta reportagem não obteve retorno.
O crime
O Cabo da Polícia Militar (PM) Elder Neves de Oliveira, de 36 anos, foi morto com tiros de arma fogo na madrugada desta quarta-feira (18), em Porto Velho. A vítima foi atingida com dois tiros na região da cabeça. O suspeito do crime foi preso e é outro policial.
De acordo com testemunhas, os dois policiais estavam ingerindo bebida alcoólica em um bar. Em determinado momento, as testemunhas ouviram dois tiros de arma de fogo.
Após isso, os populares viram Elder Neves dirigindo uma caminhonete. Segundo informações preliminares, ele já havia sido atingido pelos tiros.
Machucado, a vítima, que estava sob o volante, bateu em um carro que estava estacionado. Ele subiu com a caminhonete na calçada e foi parado pelo obstáculo. O policial estava inconsciente, mas ainda estava com o pé no acelerador do veículo, o que fez a roda ficasse em movimento até o pneu estourar.
Com a chegada da polícia no local, foi averiguado que um homem em situação de rua, que passava pela região, se aproximou para olhar e mexeu na cena do crime.
Conforme apuração feita pela equipe de reportagem da Rede Amazônica, outro policial é o suspeito de ter atirado. As testemunhas do crime foram ouvidas na 2ª Delegacia de Homicídios pela equipe de investigação.






















