A coluna de fumaça registrada nesta terca-feira (21), em uma área de vegetação às margens do Rio Madeira, em Porto Velho, é um dos primeiros sinais de que o período mais crítico do ano para as queimadas começou em Rondônia. Com a chegada da estiagem, a redução das chuvas, a baixa umidade do ar e o aumento das temperaturas criam um cenário propício para que pequenos focos de fogo se transformem rapidamente em grandes incêndios florestais. Especialistas alertam que a maior parte das queimadas na Amazônia tem origem na ação humana, seja por limpeza de terrenos, descarte irregular de resíduos ou práticas ilegais de uso do fogo.
O histórico recente mostra que Rondônia está entre os estados mais vulneráveis durante a seca. Nos últimos anos, a combinação entre estiagens severas e queimadas trouxe prejuízos ambientais, econômicos e graves impactos à saúde pública, com aumento expressivo dos atendimentos por doenças respiratórias, especialmente entre crianças e idosos. A fumaça também compromete a visibilidade nas rodovias, afeta a navegação, prejudica atividades econômicas e agrava os efeitos das mudanças climáticas.

Diante desse cenário, é fundamental que o poder público antecipe as ações de prevenção. O reforço da fiscalização, campanhas educativas, monitoramento por satélite e resposta rápida aos primeiros focos são medidas capazes de evitar que o estado volte a enfrentar a situação crítica vivida em anos anteriores. Da mesma forma, a população precisa fazer sua parte: evitar queimadas para limpeza de terrenos, não jogar pontas de cigarro às margens das rodovias, não atear fogo em lixo ou vegetação e denunciar incêndios criminosos aos órgãos competentes. A prevenção continua sendo a ferramenta mais eficiente para impedir que pequenos focos se transformem em tragédias ambientais.
A fumaça registrada nesta segunda-feira serve como um alerta. Ainda estamos no início da estiagem, mas o momento de agir é agora. Se autoridades e sociedade esperarem o céu de Porto Velho voltar a ficar encoberto pela fumaça, como ocorreu em anos anteriores, o custo ambiental, econômico e humano será muito maior. A temporada de queimadas começou a dar seus primeiros sinais, e a resposta precisa ser imediata para evitar que Rondônia reviva mais um período de destruição.





















