PORTO VELHO (RO) — Rondônia se prepara para iniciar um novo ciclo político com uma responsabilidade que vai muito além da troca de governador. A proposta orçamentária para 2027 prevê aproximadamente R$ 20,44 bilhões em receitas e despesas, colocando nas mãos da próxima administração a missão de transformar recursos públicos em resultados concretos para os cidadãos.
O governador eleito Marcos Rogério assumirá o comando do Estado em um cenário de expectativas elevadas, especialmente em áreas que historicamente concentram reclamações da população.
A saúde pública, a infraestrutura rodoviária, a segurança e o fortalecimento dos serviços essenciais estão entre os desafios que exigirão respostas da nova gestão.
Mas existe uma questão que vai acompanhar o futuro governo desde seus primeiros dias: como fazer a população sentir, na prática, os efeitos de um orçamento superior a R$ 20 bilhões?
O dinheiro público precisa chegar à ponta
Para um paciente que aguarda atendimento especializado, pouco importa o tamanho do orçamento se a consulta não acontece.
Para um produtor rural que enfrenta dificuldades para escoar sua produção, o que faz diferença é encontrar uma estrada em condições adequadas.
E, para uma família que depende dos serviços públicos, o resultado da gestão é medido pela qualidade do atendimento recebido.
Essa será uma das principais cobranças enfrentadas pela administração de Marcos Rogério.
Assembleia terá papel decisivo
A proposta da Lei Orçamentária Anual de 2027 está em tramitação na Assembleia Legislativa de Rondônia, onde os deputados deverão analisar as previsões de receitas e despesas.
O debate ganha importância diante da transição de governo, já que a peça orçamentária foi encaminhada durante a atual administração, mas sua execução ocorrerá sob uma nova gestão.
A equipe de transição também iniciou discussões sobre prioridades, incluindo a necessidade de reorganização dos gastos e fortalecimento da assistência à saúde.
O verdadeiro teste começa em janeiro
A mudança de governo naturalmente produz expectativas, mas também abre espaço para cobranças.
O desafio não será apenas administrar bilhões, anunciar programas ou inaugurar estruturas.
Será demonstrar que os investimentos conseguem reduzir problemas que fazem parte da rotina dos rondonienses.
Com um orçamento dessa dimensão, a população terá motivos para acompanhar de perto cada prioridade definida.
Afinal, mais importante do que saber quanto Rondônia terá para gastar é descobrir quanto desse dinheiro realmente se transformará em qualidade de vida.
JH Notícias — Jornalismo independente.




















