Publicidade
SICOOB

Insensibilidade

É o minimo que se pode atribuir aos 14 deputados estaduais que durante a tarde desta quarta-feira (11) aprovaram o malfadado projeto que aumenta o lago artificial forjado pela usina de Santo Antônio dentro da cidade de Porto Velho, levando a uma maior área de impacto ambiental e social, isso sem mesmo ter resolvido os problemas gerado na matriz do projeto, há quase uma década.

Afetados

Pode ser considerado como atingido pela barragem, todo cidadão que mora no perímetro da cidade de Porto Velho e distritos, mesmo com a grande maioria não tendo recebido impactos diretos como desalojamentos e abalos sociais, todos que moram na capital rondoniense sentiram na pele o inchaço populacional, a falta de recurso para atender a demanda, além do aumento latente da criminalidade, tudo associado à um projeto colocado em prática de forma afobada e mascarada.

Porém 

No ano de 2014, com o fluxo de chuva crescendo de forma exponencial nos andes, ficou mais que constatado a alteração do rio, uma trágica cheia deixou milhares de desabrigados e destruiu comércios e residencias por onde passou, especialistas internacionais atribuíram à responsabilidade de grande parte dos impactos da enchente ao consórcio Santo Antônio, que até os dias atuais nega de pé junto sua parcela de culpa.

Na ALE/RO 

Durante algum tempo se cogitou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, que ficaria incumbida de investigar as licenças e autorizações concedidas ao empreendimento, porem, a proposta foi engavetada e a usina de Santo Antônio continuou seu fluxo de desrespeito com a comunidade. De acordo com o Ministério Público Federal – MPF, são dezenas de acordos não cumpridos e de medidas consideradas no mínimo suspeita.

AROM 

Papelão mesmo quem fez foram os representantes da Associação Rondoniense de Municípios – AROM, tripudiando da destruição natural de Porto Velho e suas comunidades em comemoração à aprovação do projeto, isso porquê diversos municípios irão receber um valor aproximado de R$ 1 milhão, cada um, como forma de compensação. Uma vergonha, que mostra claramente a influência do poder econômico do consórcio que está sob fortes suspeitas de corrupção sendo investigada pela força tarefa da operação Lava Jato.

Nome aos bois 

Alex Redano (PRB), Anderson do Singeperon (PROS), Cleiton Roque (PSB), Edson Martins (MDB), Ezequiel Júnior (PRB), Geraldo da Rondônia, Jean Oliveira (MDB), Laerte Gomes (PSDB), Lebrão (MDB), Maurão de Carvalho (MDB), Ribamar Araújo (PR), Rosângela Donadon (MDB), Saulo Moreira (PDT), Só na Benção (MDB). Esses são os nomes que devem ser tratados como traidores da cidade de Porto Velho, sua natureza e comunidade.

Eleições 

É evidente que a resposta do cidadão portovelhense pode ser dada através do pleito, após essa sessão plenária ficou mais do que provado quem serve a quem. Não é admissível pensar que qualquer político que se importe o minimo que seja com a cidade votaria sim por um projeto renegado pela Justiça, com debates insuficientes e o toral escarnio do consórcio construtor não enviado qualquer representante em Audiência Pública promovida pelo legislativo estadual.

Anulado 

Não se espante caso alguma ação judicial seja impetrada para anular a votação, já que os deputados aprovaram um projeto sem o laudo de impactos, sem o levantamento real da área atingida ou a condição concreta ao qual algumas comunidades serão prejudicadas. A probabilidade é de que a briga continue.

Direito trabalhista 

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (11) o projeto de Rose de Freitas (PMDB-ES) que permite o saque integral da conta vinculada ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), em caso de pedido de demissão do trabalhador (PLS 392/2016).

A coluna

João Paulo Prudêncio é jornalista e editor de política do jornal JH Notícias. Informações e sugestões de pauta através dos telefones (69) 99230-0591 ou (68) 99217-1709 ou no e-mail joaoprudencio65@gmail.com

Fonte: JH Notícias

Você também vai querer ler...

NOTA AO POVO DE JI-PARANÁ E AOS MEUS SEGUIDORES

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.