Braga Netto: “se a economia não voltar, vai ter gente morrendo de fome

Brasil - sexta-feira, 22/05/2020 às 11h38min
Braga Netto: “se a economia não voltar, vai ter gente morrendo de fome
O ministro da Casa Civil, Braga Netto, participa de coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, sobre as ações de enfrentamento no combate ao coronavírus
Imagem .GIF que ilustra campanha publicitária do Governo de Rondônia ao combate contra o Coronavírus.

Ao fazer nesta sexta-feira (22) um relato detalhado das ações do governo federal nos últimos 60 dias para o combate ao novo coronavírus à Comissão Mista do Congresso Nacional sobre Covid-19, o ministro-chefe da Casa Civil , Walter Souza Braga Netto, destacou o auxílio emergencial de R$ 600, que está sendo pago pelo governo federal e disse que os recursos são finitos e que a economia precisa voltar sob pena de um caos social. “O recurso é finito. Quando terminar o recurso, e não tem como continuar por muito tempo, a economia tem que voltar e aí nós precisamos do apoio dos senhores, porque se a economia não voltar, nós vamos ter gente morrendo de fome e vamos ter caos social, de desabastecimento e tudo mais”, avaliou.

Braga Netto acrescentou que o número de solicitações de benefícios de seguro desemprego subiu até o momento “apenas 9,6 %”. Para o ministro isso indica que a situação ainda está sob controle, apesar de já ser alto. O chefe da Casa Civil disse ainda que, por enquanto, por causa das ações do governo, a população e o abastecimento no país estão tranquilos, “mas o governo está se desdobrando para manter esse nível de emprego e de abastecimento”.

Nova MP

Questionado sobre as dificuldades das micro e pequenas empresas de tomarem crédito em condições especiais, o ministro afirmou que uma nova medida provisória (MP), para retirar as travas para que o crédito efetivamente chegue às micro e pequenas empresas está prestes a ser editada pelo governo. A expectativa é de que essa MP, somada à Lei 13.999/2020, recentemente sancionada, consiga aumentar a efetividade do credito que chega às micro e pequenas empresas. O texto sancionado cria linha de crédito com juros mais baixos para micro e pequenos empresários no enfrentamento da crise econômica causada pela pandemia. Os financiamentos serão concedido por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, com recursos dos Fundos Constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Pró- Brasil

Outra medida anunciada aos parlamentares pelo ministro-chefe da Casa Civil durante a audiência pública foi o lançamento pelo governo federal, em até 60 dias, do Pró-Brasil. O programa, explicou, não prevê gasto de recursos públicos. “ O Pró-Brasil não prevê dinheiro. É uma ferramenta para priorizar os projetos existes no governo com ênfase em projetos que possam atrair investimentos particulares e privados. “ Eu tenho sido procurado por diversos empresários, diversas entidades nacionais e internacionais, que querem botar dinheiro, mas têm insegurança de aplicar no país. O Pró- Brasil é um o programa de desenvolvimento, é o caminho da prosperidade.

Morosidade

Cobrado sobre a demora para liberação de recursos e distribuição de insumos para o combate ao novo coronavírus, por parte do governo federal para estados e municípios, Walter Braga Netto, reclamou da burocracia. Um gestor da Esplanada dos Ministérios para fazer um gasto e não ter o CPF bloqueado ou responder ao Tribunal de Contas e a todos os órgaõs de controle, tem que tomar uma série de medidas que, afirmou, dificultam a execução desses recursos. Além disso, o general lembrou que há uma corrida de material fora do Brasil e há também dificuldade da chegada desse material da China, por exemplo. “Uma das medidas que nós pretendemos fazer durante a execução do Pro Brasil, já conversamos isso com a [pasta da] Economia, é encaminharmos para o Congresso a aprovação de medidas que  facilitem essas execuções”, adiantou.

Por Agência Brasil


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