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Quarta-feira, 28/07/2021

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Faxineira atacada pelo ex-patrão com ácido teme perder visão de um olho: ‘Não consigo enxergar’

Idoso de 70 anos se apresentou à polícia na tarde de quarta (21) e disse que não lembrava que líquido tinha jogado na vítima. Após depoimento em Catanduva (SP), ele foi liberado e aguarda a investigação. Faxineira trabalhava há 4 anos na casa dele.

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A faxineira Francieli Priscila Correa Froelich, de 31 anos, atacada pelo ex-patrão de 70 anos com ácido no rosto, afirmou ao jornal que está com dificuldade para enxergar e teme perder a visão. Em depoimento, o idoso disse que não lembra qual líquido jogou na mulher, mas negou que fosse ácido.

A agressão foi registrada por uma moradora. Nas imagens, é possível ver o momento em que o idoso, com um pedaço de madeira em uma mão e uma garrafa de plástico na outra, se aproxima de Francieli e espirra o líquido no rosto dela. A mulher derruba uma barra de ferro no chão e vai para o meio da rua. O idoso em seguida fala que ela “nunca mais vai usar produto de beleza” (assista abaixo).

Ex-patrão joga ácido em mulher após discussão em SP; VEJA VÍDEO

O caso ocorreu na última segunda-feira (19), em Catanduva (SP). Depois de receber os primeiros socorros, Francieli procurou um oftalmologista na tarde de quarta-feira (21) porque continua com dificuldade de enxergar.

“O olho está bem inflamado. O médico não pode mexer porque não tem como mexer enquanto estiver infeccionado. Ele passou um colírio e analgésico para ir tratando em casa para ver se vai ter que fazer cirurgia ou o que vai conseguir fazer. A minha visão está muito turva. Não consigo enxergar.”
A mulher registrou queixa na delegacia contra o ex-patrão afirmando que foi atacada com uma mistura de ácido muriático – um tipo de ácido clorídrico usado para limpar pisos e remover restos de cimento – formol e soda.

‘Tratava como um pai’
Ela conta que trabalhava na casa do idoso como faxineira havia quatro anos. Ela também cuidava e fazia comida para o ex-patrão.

“Eu conheço o idoso há mais de 10 anos. Ele convivia muito com a minha família. A gente já tinha até viajado junto. Eu o tratava como um pai”, afirmou.

Sobre o que teria desencadeado a briga, a faxineira disse que na semana retrasada, enquanto estava na casa do idoso, acabou tropeçando em um balde com produto que o homem preparava para vender.

“Ele ficou bravo. Vim embora para minha casa. Em seguida, fiquei doente durante uma semana e não fui trabalhar. No outro domingo, liguei para comunicar que não iria mais trabalhar”, contou.

Francieli afirmou que ela e o homem discutiram durante a ligação. Em seguida, trocaram insultos por motivos pessoais.

“Na segunda-feira, liguei novamente, porque o idoso tinha comprado uma cama e precisava vir buscar. Ele começou a me ofender e a dizer que estupraria meu filho e o jogaria no mato”, contou a mulher.

A faxineira ainda relatou que perdeu a cabeça com as ameaças e resolveu ir até a porta da casa do ex-patrão para tirar satisfações.

“Foi quando o idoso me jogou o ácido muriático. Não deu tempo de discutir. Ele já saiu com um pedaço de pau e uma garrafa com o produto. Pensei que era cloro”, disse.

Depois de ser socorrida e receber atendimento médico, o marido e o filho de Francieli foram à delegacia para registrar boletim de ocorrência por ameaça e lesão corporal.

Investigação
O jornal apurou que o idoso esteve na delegacia na tarde de quarta-feira (21) e prestou depoimento acompanhado do advogado. Para a polícia, ele negou que jogou ácido contra a mulher e alegou que não lembra qual produto era. O jornal tentou contato com ele e com sua defesa, mas não obteve retorno até a ultima atualização desta reportagem.

O delegado responsável por investigar o caso determinou que o homem fosse submetido a exame de corpo de delito, pois também apresentava lesões. A faxineira também prestou esclarecimentos sobre o ocorrido.

De acordo com a Polícia Civil, objetos que foram levados pelo idoso foram apreendidos e serão periciados. Já o líquido despejado na mulher, no entanto, não será submetido a exame porque não foi possível recuperá-lo.

O 4º Distrito Policial de Catanduva aguarda o laudo da perícia dos objetos e do médico legista para tomar futuras decisões.

 

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Por G1

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