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Taxa de desemprego cai para 11,1% no 4° trimestre de 2021

Na prática, cerca de 13,9 milhões de brasileiros estão desempregado no país. Dados são da Pnad Contínua, do IBGE
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A taxa de desempregou caiu para 11,1% no 4° trimestre de 2021, informou nesta quinta-feira (24/2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se de um recuo de 1,5 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior (12,6%). Já a taxa média anual foi de 13,2%, o que indica uma tendência de recuperação frente à de 2020 (13,8%), quando o mercado de trabalho sentiu os maiores impactos da pandemia do coronavírus.

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Na prática, há 13,9 milhões de brasileiros desempregados. No fim de 2020, eram 13,8 milhões de pessoas em busca de um emprego.

Embora o cenário tenha melhorado em 2021, o patamar pré-Covid ainda não foi recuperado, explicou o IBGE. Em 2019, a taxa anual de desocupação havia sido de 12,0%.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

A coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, explica que a taxa média de desocupação de 13,2%, a segunda maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, reflete a situação do mercado de trabalho em um momento em que a ocupação voltou a crescer após um ano de perdas intensas.

“Muitas pessoas ao longo dos dois anos perderam suas ocupações e várias delas interromperam a busca por trabalho no início de 2020 por causa da pandemia”, diz.

“Depois houve uma retomada dessa busca, ainda que o panorama econômico estivesse bastante desfavorável, ou seja, não havia uma resposta elevada na geração de ocupação. Em 2021, com o avanço da vacinação e a melhora no cenário, houve crescimento do número de trabalhadores, mas ainda persiste um elevado contingente de pessoas em busca de ocupação”, acrescenta ela.

Mulher segurando carteira de trabalho com o rosto tampado

Por outro lado, a ocupação registrou alta de 5%, o equivalente a 4,3 milhões de pessoas. Esse aumento foi disseminado por diversas atividades econômicas. O maior crescimento percentual veio da construção (13,8%), que ocupou 845 mil pessoas a mais. O comércio, bastante impactado pela pandemia, teve ganho de 5,4% na comparação com 2020.

Taxa de informalidade
De forma geral, com o aumento da ocupação, a informalidade também se expandiu.

No ano passado, os trabalhadores informais somavam 36,6 milhões, um aumento de 9,9% frente a 2020. Isso levou a taxa de informalidade a subir de 38,3% para 40,1% nesse período.

“O crescimento da informalidade nos mostra a forma de recuperação da ocupação no país, baseada principalmente no trabalho por conta própria. Tanto no segundo semestre de 2020 quanto no decorrer de 2021, a população informal foi a que mais avançou”, explica Beringuy.

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